Certa vez soube que um professor universitário, de uma renomada universidade federal brasileira, titular da cadeira de composição em uma Faculdade de Música, disse aos seus alunos, não apenas provocou, afirmou como máxima verdade que a Arte não poderia ser definida. Ele não só estava errado, crassamente errado como induzu aos futuros e habilidosos músicos, seus alunos, a um erro básico: afirmar que o que supomos exsistir, e não só exista na existência humana, não possa ser definido. Tudo pode ser definido, exatmente por isso damoos nomes as coisas, as descrevemos, etc. A Arte é uma linguagem, podemos dizer que é a quarta maneira de expressarmos qualquer coisa, após a linguagem gestual, oral e escrita.
Portanto, conceitualmente a Arte, ou as Artes constituem um tipo de linguagem, bastante singular eficiente e com um conjunto gramatical tão próprio. Mas conceitos são ideias, projeções, podem nunca existir ou fucionar como teorizadas no mundo real. Céu, inferno, paraíso, reencarnação, evolução, viagens no tempo, etc. Podemos teorizar ou criar conceitos baseados em imagens que possam ser rqacionalizadas como reais ou não. Entretanto, o outro lado da moeda é exatamente qual a correspondência no mundo real. Aí nos colocamos frente a uma realidade mais crua e mais palpável, a da Arte como instituição.
A Arte como instituição, é visível, palpável e tem enderêço, local, espaço e visibilidade sociais. Podemos ir ao seu encontro, saber onde é produzida, porque meios chega às pessoas, etc. É visível igualmente, embora ignorado pela maioria das pessoas, pelo mercado e pela crítica especialidada em Arte e pelos historiadores de Artes.
Entretanto, como a Arte se manifesta mateiralmente na sociedade? É natural a constatação da realidade da instituição educação em qualquer sociedade, pois há escolas, faculdades, universidades, seminários, etc, todos com endereço, prédios e instalações físicas em qualquer lugar do mundo. Igrejas cristãs, templos de outras crenças também têm endereços, instalações próprias e físicas encontráveis em qualquer lugar do mundo, ou quase, menos na fanática ideologicamente Coreia do Norte. Na China comunista, onde as religiões são controladas de maniera a dizer ou pregar apenas o que o partido comunista chinês permite, há mais de 24.000 paróquias católicas foram, igrejas protestantes enormes e outras religiões. Logo até na China os templos regulamentados têm endereço fiísico e podem ser encontradas. Da mesma forma a construção fíisca de um estádio de futebol, de um ginásio poliesportivo, uma quadra de esporte em uma escola fundamental, uma ciclovia em uma média ou grande cidade. Todos esses exemplos constituem presença real dessas instituições me cada sociedade. Nos exemplos anteriores, da religião e do esporte.
Como é então, a presença institucional, real da Arte ou das Artes na sociedade?
Antes porém, lembremos o que seja uma instituição. Instituições são conjunto de regras, comportamentos, ações e tradições materializadas e universalmente aceitas socialmente. São exemplos de instituições: a educação, a religião, a política entendida como governos de todos os tipos, a segurança nacional através de exércitos ou polícias locais ou regionais, o esporte organizado, a justiça, os serviços de saúde traduzidos em hospitais ou entidades médicas de socorro mais abrangentes como a Cruz Vermelha, Médicos sem Fronteiras, a Lua crescente , as Santas Casas de Misericordia, etc. Qualquer pessoa pode desgostar, ser resistente aos méritos e as ações de cada dessas e de outras instituições reconhecidas como humanas, mas é inegável que existam em todas as sociedades, principalmente as modernas. Pois bem, a Arte ou as Artes, através de suas muitas linguagens é mais uma, e com presença real em todas as sociedades modernas.

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