KATIA BUNIATISHVILI

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ATUALIZADO!!! NOVOS VÍDEOS!! A EXCELÊNCIA DA MÚSICA INSTRUMENTAL, NOTADAMENTE ERUDITA, 2 CELLOS NO BRASIL, QUEM SÃO ESSES DOIS MÚSICOS DE FORMAÇÃO CLÁSSICA?



2 Cellos and Lang Lang









Que a música hoje conhecida e universalmente difundida, conhecida tecnicamente como "Música Ocidental" nasce em alto nível, concebida e gramatizada por filósofos e matemáticos gregos e após um lento e profícuo período é finalmente desenvolvida de modo mais definitivo na Itália e se populariza como canção em todo o mundo é um fato.

Impossível negar a realimentação intermitente dessa música de massa possibilitada justamente pela conservação da nobreza do clássico ou erudito ou ainda música de concerto, sem a qual, essa influência a decadência de algo tão genialmente criado na antiguidade se degradaria, como é degrada a música produzida e de gosto de parcela de certos guetos sociais.

Um bom exemplo dessa positiva realimentação é justamente da dupla de músicos, de fato são três, o 2 Cellos, pela segunda vez no Brasil. 2Cellos é um duo musical de violoncelistas esloveno-croatas. A dupla, formada em 2011 e que toca um estilo de música conhecido por Cello rock, é composta pelos músicos Luka Šulić e Stjepan Hauser.

Por Helvécio S. Pereira








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domingo, 4 de setembro de 2016

VEJA E OUÇA O GRANDE PIANISTA LANG LANG TOCANDO GERSHWIN, RHAPSODY IN BLUE E APRENDA A SENTIR A MÚSICA ERUDITA...

A música com a sua popularização e com a crescente possibilidade técnica que propicia produzir, fazer, criar música com muito conhecimento e com pouquíssimo conhecimento musical, com a possibilidade de transformar em dinheiro, em muito dinheiro qualquer coisa que se pareça vagamente com música, com a possibilidade real de agregar a uma pseudo música coisas e valores que nada tenham a ver com ela, com a música, permite que se ignore tudo ou quase tudo sobre ela nos dias de hoje.

Seria como fazer sexo com alguém , pode ser fazer por todos os motivos louváveis e reais, motivos esses de alta complexidade humana ou por nada, ou até criminosamente contra alguém. A escolha e as várias possibilidades estarão sempre diante de todos nós. Cabe a nós inteligentemente ou caoticamente escolhermos o caminho mais nobre, mais razoável, mais mentalmente recompensador. Curiosa ou desastrosamente muitos hoje nos meios acadêmicos ou oriundos destes defendem sem que nem para que, não há distinção entre uma possibilidade e outra, ou pior: o caminho mais fácil, o mais simplório, o mais acessível seja o caminho que sobreviva e ainda deva ser estimulado nas novas gerações.

A prova contundente e em contrário é justamente o fato de que a música produzida há muito tempo, ou até mesmo há algum tempo antes da atualidade, por músicos, que pouco ou muito menos em fama e em dinheiro ganharam com sua genialidade que nos enchem olhos e ouvidos seja a única que sobreviva, permaneça, reconhecidamente como genial, nobre, complexa, exaltada e que ainda em todos os países modernos, seja a única a ser preservada, aprendida, admirada e reconhecida, seja em países capitalistas ou socialistas, até em países que ficaram alijados e isolados sem essa musicalidade como o Alfeganistão, Iraque, na África, etc. É ainda a única que une realmente pessoas, de povos, de culturas diferentes e antes em muitos momentos inimigas, entre pessoas talentosas de idades, sexo, e etnia diferentes e diversas. A única acima de diferenças que fizeram tantas vezes povos em que essas pessoas e musicistas são originários, inimigos mortais.

Nessa postagem a interpretação, parte dela, de um jovem e virtuose pianista chinês, tocando um autor americano, filho de judeus russos, em um piano de marca nobre de um fabricante judeu, com músicos e plateia de pessoas tão diversas juntas em uma cidade imaginada e simbolicamente cosmopolita.

Mas atentemos para algumas ilusões ou certas ideias ditadas pelo senso comum:

Um músico erudito sabe mais que outro. ERRADO!

POR QUE?

Todo músico erudito, assim como todo médico tem obrigatoriamente formação semelhante e tecnicamente não há peça musical que um consiga tocar e outro não. O que difere um de outro e a personalidade, a preferência por tal e tal estilo, por tais e tais autores, etc.

Um músico erudito toca porque simplesmente sabe onde tocar, como um datilógrafo exímio que sabe digitar rapidamente e sem erro. ERRADO!

POR QUE?

O treino e a técnica realmente possibilitam que tais músicos toquem qualquer peça musical que lhes seja pedida mas a diferença vai além disso, bem além: o músico erudito percebe e "lê" o que ao autor intencionalmente colocou em sua obra e traz isso de volta na sua interpretação.

É possível usufruir da música em sua toda potencialidade sem estudá-la. ERRADO!

POR QUE?

A Música é originalmente complexa e genial. Os gregos nos legaram um grande presente, rico, singular e complexo. Ignorar tudo o que nos legaram e que foi desenvolvido historicamente de forma penosa e lenta, não é nem razoável e nem inteligente.

Por Helvécio S. Pereira


Lang Lang








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domingo, 28 de agosto de 2016

ATUALIZADO!!! NOVOS VÍDEOS!!! AS MULHERES NA MÚSICA ERUDITA, DE CONCERTO OU AINDA CLÁSSICA... VIVENDO E APRENDENDO. ENCONTREI UM TEXTO QUE SE ALINHA COM ALGO QUE HÁ MUITO JÁ HAVIA PERCEBIDO CONTRA O SENSO COMUM... VALEM A PENA A REFLEXÃO E AS CITAÇÕES DE ALGUNS INCRÍVEIS BONS EXEMPLOS...



De início vale dizer que as mulheres podem fazer tudo o que nós homens fazemos incluindo procriarem... exercerem o seu lado da moeda sexualmente como nossas parceiras. E isso não é machismo, é fato, elas podem mesmo que em casos extremos façam uma troca e haja perdas, nem sempre para elas ( e para nós ) se pode ter duas coisas ao mesmo tempo.

Vamos, após a apresentação e o concerto com a pianista ruusa Olga Kern tocando um autor masculino Rachmaninoff também ruusso, ao precioso texto e reflexão ( que não é minha ) que por acaso ou sorte encontrei na web, embora estivesse procurando por mulheres compositoras na música de concerto ou erudita ou mesmo clássica:




"Que compor música de concerto é uma tarefa masculina, não há dúvida".

E prossegue o autor: "Não há razão biológica, psicológica ou cerebral para isso. É apenas uma constatação: olhando para trás, a hegemonia masculina é absoluta, mesmo que um dos primeiros compositores de quem se sabe o nome – quem sabe até o primeiro – foi uma mulher, Hildegard von Bingen, nas antiguidades do século 11. Bento 16 não deixou de ser papa antes de proclamar Santa Hildegard como 35ª Doutora da Igreja, isso em outubro de 2012. 

A música, para ela, era mais uma das tantas mensagens assopradas diretamente por Deus, e não faz muito que as suas canções místicas começaram a circular por aí, transformando a veneranda Hildegard em sucesso medieval de vendagem. Sim, olhando para trás, tudo começa com Santa Hildegard. Depois dela, há um imenso deserto feminino, com uma árvore aqui, outra ali. Uns exemplos: há dois séculos, o Dr. Mendelssohn achava que, de seus dois filhos, só Felix devia ser compositor. Fanny não podia – melhor seria casá-la e caso encerrado. Pois o marido de Dona Fanny incentivou suas aventuras musicais e dizem que, se não fosse a condição de gênero, talvez ela tivesse sido melhor compositora do que o irmão. Vem bem a calhar a historieta que se conta do casal Mahler. Entrando em casa após o casamento, o empedernido Gustav diz para sua também compositora e agora esposa Alma: "Nesta casa só cabe um compositor". Ao que ela, mais do que depressa, fechou os cadernos de canções e se foi a colecionar amantes. 

O Rio Grande do Sul também foi um deserto feminino na composição musical, mas só até Esther Scliar, já em pleno século passado. Ela ultrapassou os preconceitos de gênero e se transformou numa das personalidades fascinantes da música local para, logo em seguida, ser uma das grandes mestras de música que o Brasil conheceu. Toda a sua música está gravada e pode ser acessada em sites formais e informais. As partituras já são mais difíceis de obter, pois muitas ainda estão em manuscrito e circulam de forma caseira. Na memória dos alunos, ela ficou gravada muito profundamente, e não se pode passar sobre a história da música brasileira de concerto sem passar por esse nome, Esther Scliar, que ressoa novidade, rigor, destemor, modernidade. Depois de Esther, já não foi tão excepcional, tão surpreendente, encontrar compositor-mulher. Em tempo bem mais recente, há Elaine Thomazi, que, depois de estudar aqui, foi ter aulas com Tristan Murail na Universidade de Columbia em Nova York e se bandeou para Londres, seu pouso de hoje. Lourdes Saraiva vem da mesma geração. 

Uma olhada rápida no Soundcloud mostra, num par de cliques, duas obras bem fascinantes: The Path of the Thousand Doors para percussão, hipnótica nas cores que vão mudando de degrau a degrau, e Poema Místico para Piano. Essa peça de 2012, registrada pela pianista Luciane Cardassi, é bem inacreditável – são duas camadas que se juntam, um poema recitado aos pedaços e aos mistérios pela pianista e o piano propriamente dito que se toca como se fosse Debussy. Ah, essa Lourdes é cheia de ideias! Outra compositora daqui é Susana Almada, que colocou em música os poemas juvenis de Lya Luft e depois se foi a compor para orquestra e para solos de piano. Noite Estrelada, por exemplo, é quase uma alucinação do piano em torno do Boi Barroso do folclore gaúcho. A inspiração de Susana sempre foi profunda, escura, mas não se sabe onde ela poderia ter chegado como compositora pois, assim como Esther Scliar, ela decidiu sair da vida antes do tempo, deixando na promessa todo um caminho a percorrer. Tanto Susana quanto Lourdes e Elaine saíram do Instituto de Artes da UFRGS que, já há um par de décadas, é escola importante de composição musical.

 Agora mesmo, há compositoras em formação por lá. Há Touanda Beal e Carolina Amaral, próximas da porta de saída da formação acadêmica. Há Marina Marcon e Irmã Paula Graminho ainda no início. Cada uma delas tem um estilo diferente de enfrentar os problemas de composição da música de concerto. Aliás, como deve ser. Foi-se o tempo em que se pensava que ensinar composição era aplicar conhecimentos monolíticos para transformar os alunos em bolachas de pacote, todas iguais e cheias de calorias vazias. Agora se busca a boa técnica, mas também se procura a maior variedade possível de sotaques, tropeçando nas individualidades como boas pedras no caminho. 

 São muitas as compositoras de hoje com suas encomendas, estreias, prêmios. Se for feita uma lista do estado da arte da década de 2010, o resultado será bem mais tranquilizador do que a dupla de compositoras do século 19 (a Clara e a Fanny...). Aí vêm Kaija Saariaho, Judith Weir, Olga Neuwirth, Chaya Czernowin, Ada Gentile, Isabel Mundry, Unsuk Chin. Uma vez começando a lista, não há como parar. Os sotaques são diferentes, os mundos são imensos e, melhor, estão sendo criados agora mesmo."

O autor é um homem, se chama Celso Loureiro Chaves o loiink original é ( CLIQUE AQUI )

Mas afinal? mulheres têm o mesmo interesse ( na sua maioria ) por compor música tão trabalhosa e elaborada como a música clássica ( ou seja o nome que prefiram chamá-la )? ou no máximo, as que gostam primitivamente de música, seguem pelo oportunismo, com suas implicações mais duvidosas do cancioneiro popular e do show busines?

Estatisticamente, ou em uma rápida observação, mulheres gostam muito de música, têm sensibilidade apurada para essa linguagem artística específica, se mostram como especiais instrumentistas, cantoras, etc mas o trabalho da expressão musical primária, a composição que apreende, depende de um dispêndio d e tempo numa contemplação da realidade subjetiva da vida, a maioria não se interessa, embora técnica e por formação musical profunda pudessem muitas fazê-lo.

Porem como tudo na vida, vivas as exceções, como o texto do autor acima, bem humoradamente, ainda que de passagem demonstrára.

Por Helvécio S. Pereira



Ainda dentro dessa abordagem que tal uma história real que emociona e nos desafia?

Sob o regime do Talebã, meninas e mulheres do Afeganistão precisam lutar diariamente contra a restrição de seus direitos. Por muitos anos, elas não puderam frequentar escola e até mesmo o acesso à música era limitado. Apesar disso, em um concerto na capital afegã, Cabul, uma cena causa surpresa: uma mulher rege uma orquestra. Quem segura a batuta é Negin Khpolwak, que, com apenas 19 anos, se tornou a primeira maestrina do Afeganistão. Negin estuda no Instituto de Música do Afeganistão, a única escola desse tipo no país. Ali é possível encontrar meninos e meninas tocando piano, violoncelo, flauta e outros instrumentos de cordas tradicionais do Afeganistão, como o rebab e o sarod.

A repórter da BBC em Cabul, Shaimaa Khalil, conversou com Negin. Confira o relato da jornalista. "Ao entrar no instituto, encontro Negin no corredor de uma das salas de ensaio tocando uma de suas músicas favoritas no piano: a sonatina do compositor italiano Muzio Clementi (1752-1832). Vejo que Negin ainda está aprendendo, e quando lhe falta experiência, ela compensa com sua paixão pela música. "Khosh Amadeed (seja bem-vinda)", diz Negin, com um sorriso envergonhado. "Hoje minhas mãos estão doendo um pouco, então não estou conseguindo obter meu melhor desempenho. Mas amo ensaiar no piano", acrescenta. "Tudo o que eu quero é ser uma pianista e maestrina muito boa. Não só no Afeganistão, mas no mundo todo". "Mas você cresceu com a música?", pergunto. "Não", responde Negin, com um olhar assustado. Negin veio de uma família pobre na província de Kunar, uma área bastante conservadora no nordeste do Afeganistão e dominada pelo Talebã. "Meninas em Kunar não podem ir à escola e muitas delas não têm permissão das famílias para estudar música. Então precisei ir para Cabul para realizar meu sonho. Foi meu pai que me ajudou." 

A jovem diz que sonha em ser uma pianista e maestrina famosa no mundo todo Pressão familiar Quando Negin tinha apenas nove anos, seu pai a colocou em um lar para crianças para que ela pudesse ter acesso à educação. Foi lá que ela começou a ouvir música e a ver shows na televisão. A menina, então, fez um teste para entrar no Instituto, onde estuda há quatro anos ─ são, ao todo, 200 estudantes matriculados. Desse total, apenas 25% são mulheres. Leia também: 5 mapas e 4 gráficos que ilustram segregação racial no Rio de Janeiro Mas o caminho não foi fácil para Negin. A mãe dela dizia estar feliz por vê-la frequentando a escola, mas não gostava da ideia dela estudar música. Negin não era a única que se sentia assim. "Meu tio disse: 'Nenhuma menina da nossa família deveria aprender música. É contra nossa tradição", relembra. Sob pressão de parentes, Negin teve de sair do instituto por seis meses. Seu pai interveio, porém, e disse ao tio: "A vida é dela. Ela pode estudar música se é isso que quer". E ela voltou às aulas de música depois disso.


O problema é comum, segundo o fundador e diretor do instituto, Ahmad Sarmast. "Uma criança é matriculada com a total aceitação dos pais, mas aí um tio, tia ou avô começa a por pressão nos parentes para tirar a criança do programa de música ou até mesmo das aulas em geral", afirma Ahmad. E não é só contra a tradição e o conservadorismo que o instituto precisa lutar ─ também há o problema da violência. 'Pecado' Muitos acreditam que a música é algo para pecadores. No ano passado, um dos concertos de estudantes organizados fora do campus foi alvo de homem-bomba ─ uma pessoa que estava na plateia foi morta e Sarmast ficou com a audição prejudicada.

LINK ORIGINAL ( CLIQUE AQUI )

ALGUMAS MULHERES, ALEATORIAMENTE COMO EXEMPLO DE COMPOSITORAS NO CANCIONEIRO POPULAR AMERICANO























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"GALHOS SECOS" ( PARA A NOSSA ALEGRIA )

PROVA QUE BRASILEIRO MÉDIO GOSTA MESMO DE ESQUISITICES É QUE A VERSÃO ACIDENTAL E PATÉTICA DESSA CANÇÃO TEVE MAIS DE 16 MILHÕES DE ACESSOS( dados já completamente desatualizados ) E ESSA NÃO!

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