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quinta-feira, 21 de abril de 2011

ARTE E RELIGIÃO ULTRAPASSANDO BARREIRAS E APROVEITANDO O PONTENCIAL DAS LINGUAGENS DA ARTE

A Religião ( independente qual seja e em que época se situe ) sempre lançou mão da Arte em suas várias linguagens, particularmente a da Arquitetura, Escultórica, Pictórica, da Música e a do Desenho em suas múltiplas aplicações para registrar, comunicar e materializar as suas crenças. No cristianismo seja católico-romano, ortodoxo-grego e protestante não foi e não é diferente. Ao contrário do que normalmente se pensa, o desenvolvimento das várias linguagens artísticas só foi possível com o financiamento e incentivo religioso em todo o mundo e em toda a história do mundo. 

É verdade que esse fomento sempre foi seletivo, apropriando e estimulando a linguagem mais conveniente a cada momento histórico. Por exemplo: o barroco como resultado da contra-reforma católica romana, apropriou-se e desenvolveu a arquitetura, a escultura, a pintura e menos a música que os seus rivais e cristãos protestantes que desenvolveram a música e a arquitetura levando-as a patamares notadamente importantes, apesar que deram outros rumos, pelos mesmos motivos à pintura representativa e registrativa. Veja um dos exemplos mais recentes no Brasil, produto de uma inicativa de uma denominação evangélica pentecostal:

História das Assembleias de Deus é retratada 

em quadrinhos

















Em junho, a Assembleia de Deus no Brasil completará cem anos. 

E a revista GeraçãoJC  não  poderia  ficar  de  fora  das  comemo
rações: a próxima edição trará  a história  do  centenário  ilustrada 
em quadrinhos!

Produzida pelo artista  gráfico Will Ferreira, e  pelo  roteirista  Lu
cas Ricardo, ambos de 27 anos, o trabalho  é  resultado  de  exten
sa pesquisa textual e iconográfica para  desenvolvimento de  cená
rios, personagens e roteirização.


Segundo Will, o maior desafio foi compreender  os  personagens:
”Fizemos uma pesquisa  bastante  ampla  com  a  colaboração  do 
Centro  de  Estudos  do  Movimento  Pentecostal   para   entender 
mos o comportamento e o temperamento dos dois missionários. O 
objetivo   era  atingir  o  máximo  de  fidelidade aos  personagens. 
Só então iniciamos o trabalho gráfico”.

Na  história, que  terá  como  título  Belém  Verde-Amarela, 
os leitores poderão ver, pelos olhos de Gunnar Vingren,  o 
impacto   causado  pelo   grande  desafio  missionário  pro
post o à jovem dupla de missionários suecos.

“Além de muita pequisa, esta obra foi fruto de muito suor e  
lágrimas aos pés do Senhor Jesus. Devemos a Ele toda a 
inspiração para concluir as páginas da HQ  do Centenário 
da AD  no  Brasil. Agradeço  à  editora  da  revista, Eveline 
Ventura, pela credibilidade  e  confiança  neste  projeto. A 
atuação  dela  foi  fundamental    para  o  bom   andamento 
de Belém Verde-Amarela;  do  planejamento  à execução”, 
conclui Lucas Ricardo.

Fonte: CPAD News

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

BETTER THAN A HALLELUJAH DE AMYGRANT, VÍDEO OFICIAL

domingo, 14 de novembro de 2010

ARTISTA CRIA POSTERS QUE FAZEM ALUSÃO À LEITURA DA BÍBLIA. SÃO BONITOS E MODERNOS.

Aos meus alunos sempre digo nas aulas de Arte, que a a Arte reflete em última instância, através da obra idealizada e materializada pelo artista, o que se sente, o que se pensa e o que se acredita. Com esse artista  não é diferente. Criada uma série de posters alusivos a livros e passagens bíblicas, levam ao expectador desinteressado a ler na Bíblia os textos e os temas por eles referidos. O resultado visual foi incrível, com características contemporâneas e elementos que trazem o passado para o presente.

Um artista americano criou uma forma divertida de divulgar a mensagem daBíblia Sagrada. Os livros da escritura foram transformados em estampas criativas. Trata-se do projeto “Word”, do designer gráfico Jim LePage, de Saint Paul, Minnesota.
A ideia é resumir quase todos os 77 livros da Bíblia em posters divertidos e estimular a leitura, principalmente para os jovens. Jim já tentou ler a íntegra do livro, mas acabou desistindo. Então, ele resolveu unir seu trabalho de design ao conteúdo bíblico, como um desafio de criar imagens com referência ao texto.
“Antes de cada desenho, eu pesquiso o livro, temas, contexto histórico, histórias incomuns e procuro passagens bíblicas que podem render um design legal”, conta Jim em seu site. O designer publica uma nova estampa a cada sexta-feira, num total de 66 semanas, relativas ao número de livros da bíblia evangélica.
Nesta sexta-feira (12/11), ele publicou a estampa do livro do profeta Ageu, numa arte similar ao anúncio de imóvel, revelando o contraste entre duas casas, uma com Deus e outra sem. Além da imagem, o designer escreve um texto sobre o livro e as referências que usou para criar a estampa.
A linguagem das peças é voltada ao público jovem, explorando uma composição dinâmica, recheada de brincadeiras visuais. Várias estampas são baseadas em releituras de propagandas antigas, das décadas de 50 e 60. Outras parecem com cartazes de filmes e shows.
O Cristo Redentor do Rio de Janeiro foi usado na estampa do profeta Sofonias, aplicado na cabeça de um violão. O designer também utiliza nus e até mesmo gesto obsceno para chamar atenção. As artes podem ser compradas no site do artista.



Veja algumas das obras produzidas:










segunda-feira, 22 de março de 2010

ARTES PLÁSTICAS E A BÍBLIA SAGRADA

Deu na Web:


O paulistano Carlos Araujo dedicou 25 anos ao trabalho; série rendeu livro, exposições no exterior e agora ganha mostra em São Paulo.

O paulistano Carlos Araujo, de 59 anos, passou o último quarto de século reescrevendo a Bíblia. Em forma de quadros. Pintor desde os 13, ele criou mais de 1.200 telas - de até 6 metros de altura - que contam o livro, da Gênese ao Apocalipse. São retratadas as passagens do Velho e do Novo Testamento, como quando Deus diz "Façamos o homem", o Dilúvio e o nascimento de Jesus. A obra virou um livro de 700 páginas (com tiragem de 3 mil exemplares, foi vendido a R$ 2 mil e não está mais nas livrarias) e ganhou exposições em Nova York, Florença e na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Na quinta-feira, a série estreia na capital paulista em mostra com cerca de 20 telas, no Museu Brasileiro de Escultura (MuBe), nos Jardins. "Uso meu trabalho para despertar, em cristãos, budistas, ateus e em qualquer outro ser humano a mensagem divina de amar e cuidar do próximo", afirma Araujo. "Com meu talento, faço o bem e sou instrumento de Deus." O pintor, porém, nem sempre foi tão dedicado a essa vocação que denomina como "religiosa" e "espiritual". "Antes, tinha desejos materiais e seguia os hormônios. Só queria fazer sucesso."

Apesar de católico desde criança, Araujo não era praticante. Nascido no Hospital Pro Matre, na região da Avenida Paulista, ele cresceu em Perdizes e na Vila Buarque. Quando pequeno, pintava com qualquer material que encontrasse. "Instalei-me na garagem de casa para ter mais espaço para criar", lembra. A veia artística do garoto ficava explícita até na decoração do espaço: no teto, o menino pendurou duas bicicletas velhas, para deixar o ambiente com o aspecto de um quadro.
Sucesso. Introvertido e autodidata, Araujo passava o dia pintando e sonhava ter fama e se dedicar à arte. "Perdia carnavais para desenhar telas", recorda. Seu primeiro quadro catalogado, Alegoria ao Carnaval, data de 1963. Mas ele tinha receio de não conseguir uma boa renda com a vida de artista e, por influência do pai, formou-se em Engenharia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Não teve, porém, de se dedicar à profissão.

Aos 20 anos, foi descoberto por Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Três anos depois, apresentou sua primeira exposição individual, no espaço comandado por Bardi. Com um trabalho que tende ao figurativo e ao abstrato, o paulistano focava principalmente questões sociais. "Percorri o Brasil pintando cenas tristes, como a de uma mãe que dava o leite de seu peito à avó por falta de alimento", diz. Suas telas foram expostas na França, onde morou, no Panamá, na Suíça, na Argentina e nos Estados Unidos.

Conversão. Em 1985, enquanto morava na capital francesa, Araujo foi convidado pela editora Arianne Lancell a realizar o penúltimo capítulo de uma série de livros religiosos - o catalão Salvador Dalí fez duas das obras da saga. Ao paulistano, coube retratar o texto do Apocalipse.
"Entrei em depressão ao ler esse trecho", relata. "Notei que havia homens na luz e outros na escuridão. E todos seriam julgados." Ele pensava estar nas trevas, com seus desejos de crescimento e conquistas materiais. Durante dois anos, isolou-se em uma casa no Morumbi, onde morava com dois de seus quatro irmãos. "Tinha visões e delirava", conta. Ele recorreu a métodos como terapia e acupuntura. "Mas continuava infeliz e perdido, sem vontade de pintar ou de sair de meu quarto."

Araujo afirma ter se encontrado somente quando passou a ler e tentar compreender a Bíblia. "Aí, tudo ficou claro", diz. Foi então que ele começou a pintar o livro sagrado. "Faço sem dificuldades." Para ter inspiração, ele ouve músicas evangélicas, lê passagens e tem imagens de Jesus em seu ateliê de cerca de 500 metros quadrados no Morumbi, bairro onde também mora com a mulher e os quatro filhos.

As telas do paulistano custam até R$ 100 mil. "Vendi entre 10% e 20% da coleção da Bíblia", afirma. Os principais compradores são colecionadores, mas há obras também em museus da França e no Vaticano. "Sonho em ter meu acervo em locais abertos para democratizar minha mensagem."


fonte: AE/Notícias Cristãs

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