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domingo, 2 de fevereiro de 2014

MINHAS ÚLTIMAS PINTURAS EM TELA





























Uma série de pinturas de minha autoria, já compartilhadas no meu facebook que só agora lembrei de postar aqui no meu próprio blog sobre Arte.

Um abraço a todos.

Helvécio S.P

segunda-feira, 22 de março de 2010

ARTES PLÁSTICAS E A BÍBLIA SAGRADA

Deu na Web:


O paulistano Carlos Araujo dedicou 25 anos ao trabalho; série rendeu livro, exposições no exterior e agora ganha mostra em São Paulo.

O paulistano Carlos Araujo, de 59 anos, passou o último quarto de século reescrevendo a Bíblia. Em forma de quadros. Pintor desde os 13, ele criou mais de 1.200 telas - de até 6 metros de altura - que contam o livro, da Gênese ao Apocalipse. São retratadas as passagens do Velho e do Novo Testamento, como quando Deus diz "Façamos o homem", o Dilúvio e o nascimento de Jesus. A obra virou um livro de 700 páginas (com tiragem de 3 mil exemplares, foi vendido a R$ 2 mil e não está mais nas livrarias) e ganhou exposições em Nova York, Florença e na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Na quinta-feira, a série estreia na capital paulista em mostra com cerca de 20 telas, no Museu Brasileiro de Escultura (MuBe), nos Jardins. "Uso meu trabalho para despertar, em cristãos, budistas, ateus e em qualquer outro ser humano a mensagem divina de amar e cuidar do próximo", afirma Araujo. "Com meu talento, faço o bem e sou instrumento de Deus." O pintor, porém, nem sempre foi tão dedicado a essa vocação que denomina como "religiosa" e "espiritual". "Antes, tinha desejos materiais e seguia os hormônios. Só queria fazer sucesso."

Apesar de católico desde criança, Araujo não era praticante. Nascido no Hospital Pro Matre, na região da Avenida Paulista, ele cresceu em Perdizes e na Vila Buarque. Quando pequeno, pintava com qualquer material que encontrasse. "Instalei-me na garagem de casa para ter mais espaço para criar", lembra. A veia artística do garoto ficava explícita até na decoração do espaço: no teto, o menino pendurou duas bicicletas velhas, para deixar o ambiente com o aspecto de um quadro.
Sucesso. Introvertido e autodidata, Araujo passava o dia pintando e sonhava ter fama e se dedicar à arte. "Perdia carnavais para desenhar telas", recorda. Seu primeiro quadro catalogado, Alegoria ao Carnaval, data de 1963. Mas ele tinha receio de não conseguir uma boa renda com a vida de artista e, por influência do pai, formou-se em Engenharia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Não teve, porém, de se dedicar à profissão.

Aos 20 anos, foi descoberto por Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Três anos depois, apresentou sua primeira exposição individual, no espaço comandado por Bardi. Com um trabalho que tende ao figurativo e ao abstrato, o paulistano focava principalmente questões sociais. "Percorri o Brasil pintando cenas tristes, como a de uma mãe que dava o leite de seu peito à avó por falta de alimento", diz. Suas telas foram expostas na França, onde morou, no Panamá, na Suíça, na Argentina e nos Estados Unidos.

Conversão. Em 1985, enquanto morava na capital francesa, Araujo foi convidado pela editora Arianne Lancell a realizar o penúltimo capítulo de uma série de livros religiosos - o catalão Salvador Dalí fez duas das obras da saga. Ao paulistano, coube retratar o texto do Apocalipse.
"Entrei em depressão ao ler esse trecho", relata. "Notei que havia homens na luz e outros na escuridão. E todos seriam julgados." Ele pensava estar nas trevas, com seus desejos de crescimento e conquistas materiais. Durante dois anos, isolou-se em uma casa no Morumbi, onde morava com dois de seus quatro irmãos. "Tinha visões e delirava", conta. Ele recorreu a métodos como terapia e acupuntura. "Mas continuava infeliz e perdido, sem vontade de pintar ou de sair de meu quarto."

Araujo afirma ter se encontrado somente quando passou a ler e tentar compreender a Bíblia. "Aí, tudo ficou claro", diz. Foi então que ele começou a pintar o livro sagrado. "Faço sem dificuldades." Para ter inspiração, ele ouve músicas evangélicas, lê passagens e tem imagens de Jesus em seu ateliê de cerca de 500 metros quadrados no Morumbi, bairro onde também mora com a mulher e os quatro filhos.

As telas do paulistano custam até R$ 100 mil. "Vendi entre 10% e 20% da coleção da Bíblia", afirma. Os principais compradores são colecionadores, mas há obras também em museus da França e no Vaticano. "Sonho em ter meu acervo em locais abertos para democratizar minha mensagem."


fonte: AE/Notícias Cristãs

sexta-feira, 5 de março de 2010

ARTE ABSTRATA COMPREENSÃO FUNDAMENTAL


Há na Arte coisas básicas e concensualmente importantes Uma delas é sem dúvida a diferenciação entre Arte Figurativa e Arte Abstrata. As pessoas a que não foi facultada e oportunizada a elas o estudo da Arte não só não percebem a diferença, ainda que superficialmente informadas, o que seja exatamente uma ou outra Por outro lado o estudo, as vezes enfandonho e pouco prático a partir de embates vários entre os artistas ao longo da história, principalmente os que originaram rupturas e tendências nos primeiros movimentos artísticos a ela relacionados, pouco ou nada parecem contribuir para que o cidadão mais  comum tenha uma boa compreensão do assunto. Pensando nisso é que trabalhamos nos mais diversos níveis. desde as primeiras faixas etárias até graduados e pós graduados em algum área não diretamente relacionados à Arte e que tenha essa deficiência de  informação e de percepção.

Os exemplos abaixo são de alguns trabalhos práticos nessa linha feitos por alunos do ensino fundamental no primeiro contato e produção consciente de desenhos  e projetos plásticos em duas dimensões de Arte Abstrata.








A Arte Abstrata se opõe a Arte Figurativa. para compreendermos corretamente o caráter da chamada Arte Abstrata devemos entender que a Arte Figurativa registra, representa e recria o mundo com suas coisas, seres e fenômenos. Em uma obra figurativa pode se reconhecer facilmente o que nela está representado, registrado ou recriado. É concensual uma certa normalidade por ser a realidade a sua mais forte influência e o único parâmetro para a sua eventual representação, seja no desenho, na pintura ou na escultura.

Já a Arte Abstrata, através do que se registra e se cria através do desenho, da pintura e da escultura é mais livre e coloca diante do artista um leque bem maior, quase potencialmente infinito ao executar a sua obra. As regras, se assim pudéssemos dizer são outras e as referências prioritariamente são outras. A expressão estética e a leitura se baseiam em outros pressupostos. Não se trata de superioridade ou inferioridade mas de diferenças diametrais entre uma e outra. Uma não aboli e  nem tão pouco exclui a outra. Cabe ao espectador saber "ler" obras de caráter tão diverso e ao artista poder expressar-se em ambas aproveitando o que há de potencialmente expressivo em cada uma delas.


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