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domingo, 18 de fevereiro de 2018

A ARTE PODE SER FONTE DE COMPREENSÃO DO MUNDO E DO PRÓPRIO SER MAS ISSO NÃO É UM VALOR DELA MESMA. COMO COMPREENDER TAMANHA VARIEDADE E COMPLEXIDADE?













C
omo já visto e algo a ser reiterado, o caráter da Arte é o de ser uma linguagem complexa que sempre ultrapassa, vai além da maneira ou modo comum, corriqueiro da comunicação humana, indo, dessa forma além da comunicação oral, gestual ou escrita direta.

Logo estudar ( e compreender ) a Arte significa direta e objetivamente compreender algo complexo, não simplório, simples,quer gostemos ou não e que influencia decisiva e fortemente as nossas vidas.

Significa desse modo também compreender através da Arte quem somos e o também o mundo em que vivemos.

Entretanto a Arte vem a existência mediante artistas, na verdade todo tipo de artistas e de fazedores de Arte, com pouca profundidade, nenhuma profundidade ou com grande genialidade e conhecimento das coisas. Desse modo há todo tipo de resultado, resultados que ajudam a compreensão das coisas que expandem a criatividade ( inclusive na ciência e na tecnologia ) e o inverso

A Arte tem também indiscutivelmente ligações com as diversas formas de organização humana, sejam políticas, ideológicas, religiosas ou comportamentais.

Presente em todas as áreas e manifestações humanas socialmente construídas e desse modo servindo cega e servilmente a todos os propósitos.




Mas a Arte, sob essa compreensão é mesmo útil, recomendável, quase obrigatória pelo seu benefício, benefício esse controlado, não gratuito ou automático?

Sim. A Arte apreendida em toda a sua totalidade complexa, torna uma pessoa de compreensão rasa mais sofisticada, com pensamentos e ideias mais duradouras e capazes de alcançarem mais pessoas por mais tempo e quase sempre positivamente.

As peças musicais do grande compositor alemão  J. S. Bach, o personagem Tarzan de Edgar Rice Burroughs, a personagem do Batman ( 1939 ) ou do Superman ( 1938 ) as canções dos Beatles, Água de Março de Tom Jobim, Caetano Veloso com a sua singular canção Sampa, a animação Avatar, os filmes de John Cameron ou as performances da grande e jovem pianista chinesa Yuja Wang, os romances de Jorge Amado, todos são manifestações artísticas de autores artistas que registram e transmitem um conjunto complexo de percepções e ideias acerca de nós mesmos e da nossa passageira e multifacetada história no mundo.

Finamente o reflexo dessa complexidade enorme produz resultados amplos e diversos em um contingente incalculável de pessoas. Reflexos benéficos, patéticos e até negativos. Mas é infinitamente preferível termos uma melhor compreensão da Arte e da vida a não se ter nenhuma.


Por Helvécio S. Pereira




























quarta-feira, 5 de julho de 2017

QUAL SERÁ O FUTURO DA MÚSICA? OU: COMO PODE E DEVA SER A NOSSA RELAÇÃO COM A MÚSICA? ATUALIZADO COM VÍDEOS QUE VÃO COMOVER VOCÊ!



Como toda invenção humana, a Música também passa por fazes bastantes previsíveis.

1) Descoberta ( que pode e deve ser compreendida como umas fascinação inicial e não como descoberta de algo pronto )

2) Organização – nessa fase são lançadas as bases de algo que se pretenda desenvolver;

3) Desenvolvimento – essa fase deve ser entendida como uma fase de aperfeiçoamento natural movida pelo deslumbramento de algo novo;

4) Esgotamento – essa fase é a mais longa e é caracterizada pela quase ausência de inovação.





M
as afinal em que a compreensão desse fenômeno melhoraria a nossa relação com a música atual e com o produto que a chamada indústria do entretenimento produz e nos impinge?




Sensacional,não?






O futuro da música se encontra na própria expansão do aprendizado teórico da música, domínio do canto e da execução instrumental, da composição, mas também da consciência do seu impacto social como um dos elementos moldadores de comportamentos e de valores.



Por diversos motivos e em diversas ocasiões históricas, sociedades através de regimes de governo mais diversas restringiram ou direcionaram a música no âmbito social impedindo que ela se tornasse um elemento socialmente pernicioso.

Isso ocorre ainda hoje em diversos níveis em sociedades politica, ideológica e religiosamente diversas.


A grande e milenar China, embora seja comunista, incentiva e propicia que seus músicos, muitos hoje entre os melhores do mundo, sem nenhuma restrição ideológica ou nacional, incorporem e executem as mais reconhecidas peças musicais universais, incentivando dessa maneira a sua população de quinze a trinta anos constituírem hoje um dos maiores públicos do que seja realmente boa música e música de valor.


Um menino, muito jovem toa um velho piano, mas ruas de Liverpool, em troca de doações mas não se entristeça com isso, ele pode aprender música de qualidade uma realidade bem diferente do que novas gerações brasileiras têm em escolas públicas.




A boa música acrescenta: sensibilidade, percepção, bom gosto,elevação.



E comprovadamente temos músicos de etnias e nacionalidades diversas, entre compositores e composições, regentes e plateias perfeitamente multinacionais e multiétnicas.






A persmissividade musical irresponsável comprovadamente não corrobora para o melhor desenvolvimento social. Na Coreia do Sul, uma democracia e uma sociedade capitalista em que boa parte do que se produz intelectualmente é fortalecido pelo viés econômico ou na Arábia Saudita com um governo atrelado a certo grau de teocracia, ou no Irã, ou na China uma república comunista, em Cuba ou ainda em vários países hoje em pleno século XXI.





Nesses países o ensino de música é fomentado e ensinado desde os níveis mais básicos da educação lançando bases para os que apresentarem interesse e aptidão em formação superior com músicos, cantores, regentes, arranjadores, compositores, críticos e produtores musicais, além de um público ouvinte de música mais exigente e capaz de usufruir da música o melhor que ela tenha e possa oferecer e proporcionar prazer e crescimento humano individual.






São vários os exemplos de que como uma formação musical não se perde com o tempo e nem diante das maiores dificuldades sociais, pessoais e econômicas.





E os exemplos de anônimos são notáveis nessas sociedades e países






Antigas canções sendo ainda aprendidas e tocadas por pessoas bem jovens e de países de culturas diversas das mesmas...



E não há idade ou condição especial para isso, desde que uma boa educação musical seja proporcionada.


Por Helvécio S. Pereira



VÁRIOS VÍDEOS:





Quando pianistas consagrados tocam nas ruas em meio as pessoas voluntaria e graciosamente



E há exemplos emocionantes a partir de uma boa e recomendável educação em música.



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..mais:



...e mais:







...e mais:







... e mais:




... e nem eu escapei de uma experiência dessas... foi legal, pretendo fazer de novo de uma maneira mais planejada





E até Elton John dá uma canja em um local público em Londres...





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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A VIDRAÇA PELA PAISAGEM... NA MÚSICA.

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M
úsica
...uma das várias linguagens da Arte. Talvez a mais popular,
a mais acessível e a mais versátil do ponto de vista estético e cultural.
Mas como linguagem é meio,gramática, deve apenas carregar algum sentido,
Ideia, sentimento, crença.

Quem ouve uma música, por várias razões incluindo mecanismos biológicos
estritamente humanos, deve procurar sentir, perscrutar, compreender a intenção, a idéia, a mensagem por trás dela, mais particularmente se for uma canção
- a união de uma melodia com uma poesia.


Acrescente-e a isso outros elementos mais sutis como arranjo, gênero,
vozes, estilo,que devem ser percebidos um a um. Desejável conhecimento
histórico da música como sistema complexo desenvolvido ao longo de séculos,
dos grandes vultos da história da música, da sua obra que atravessa
culturas, o próprio tempo.

Joga-se tudo isso fora, a paisagem, o horizonte vasto e passível de
admiração e passa-se a arranhar a vidraça nervosa e irracionalmente,
a discutir-se outras coisas como guetos musicais definidos pelo
artificial mercado, as esquisitices dos artistas como casamentos múltiplos,
vícios, internações por drogas, históricos familiares complicados,
crises pessoais não superadas, fortunas e gastos pouco comuns.
O culto falso a celebridades artificialmente construídas.

Um vídeo sobre os novos e péssimos hábitos ao ouvir música e suas terríveis consequências, é o assunto de uma excelente reportagem exibido pelo canal Record News.
Assista e pense.

Aliás, o canal Record News é hoje o melhor canal de notícias do Brasil. Parabéns Record News!



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