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domingo, 19 de dezembro de 2010

DESENHO PELO COMPUTADOR

Desde as primeiras experiências e possibilidades limitadas de representação do mundo real até hoje o caminho tem sido longo. Vejamos algumas amostras de trabalhos de desenhistas usando-se materiais convencionais e técnicas digitais ou misto.
















segunda-feira, 22 de março de 2010

ARTES PLÁSTICAS E A BÍBLIA SAGRADA

Deu na Web:


O paulistano Carlos Araujo dedicou 25 anos ao trabalho; série rendeu livro, exposições no exterior e agora ganha mostra em São Paulo.

O paulistano Carlos Araujo, de 59 anos, passou o último quarto de século reescrevendo a Bíblia. Em forma de quadros. Pintor desde os 13, ele criou mais de 1.200 telas - de até 6 metros de altura - que contam o livro, da Gênese ao Apocalipse. São retratadas as passagens do Velho e do Novo Testamento, como quando Deus diz "Façamos o homem", o Dilúvio e o nascimento de Jesus. A obra virou um livro de 700 páginas (com tiragem de 3 mil exemplares, foi vendido a R$ 2 mil e não está mais nas livrarias) e ganhou exposições em Nova York, Florença e na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Na quinta-feira, a série estreia na capital paulista em mostra com cerca de 20 telas, no Museu Brasileiro de Escultura (MuBe), nos Jardins. "Uso meu trabalho para despertar, em cristãos, budistas, ateus e em qualquer outro ser humano a mensagem divina de amar e cuidar do próximo", afirma Araujo. "Com meu talento, faço o bem e sou instrumento de Deus." O pintor, porém, nem sempre foi tão dedicado a essa vocação que denomina como "religiosa" e "espiritual". "Antes, tinha desejos materiais e seguia os hormônios. Só queria fazer sucesso."

Apesar de católico desde criança, Araujo não era praticante. Nascido no Hospital Pro Matre, na região da Avenida Paulista, ele cresceu em Perdizes e na Vila Buarque. Quando pequeno, pintava com qualquer material que encontrasse. "Instalei-me na garagem de casa para ter mais espaço para criar", lembra. A veia artística do garoto ficava explícita até na decoração do espaço: no teto, o menino pendurou duas bicicletas velhas, para deixar o ambiente com o aspecto de um quadro.
Sucesso. Introvertido e autodidata, Araujo passava o dia pintando e sonhava ter fama e se dedicar à arte. "Perdia carnavais para desenhar telas", recorda. Seu primeiro quadro catalogado, Alegoria ao Carnaval, data de 1963. Mas ele tinha receio de não conseguir uma boa renda com a vida de artista e, por influência do pai, formou-se em Engenharia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Não teve, porém, de se dedicar à profissão.

Aos 20 anos, foi descoberto por Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Três anos depois, apresentou sua primeira exposição individual, no espaço comandado por Bardi. Com um trabalho que tende ao figurativo e ao abstrato, o paulistano focava principalmente questões sociais. "Percorri o Brasil pintando cenas tristes, como a de uma mãe que dava o leite de seu peito à avó por falta de alimento", diz. Suas telas foram expostas na França, onde morou, no Panamá, na Suíça, na Argentina e nos Estados Unidos.

Conversão. Em 1985, enquanto morava na capital francesa, Araujo foi convidado pela editora Arianne Lancell a realizar o penúltimo capítulo de uma série de livros religiosos - o catalão Salvador Dalí fez duas das obras da saga. Ao paulistano, coube retratar o texto do Apocalipse.
"Entrei em depressão ao ler esse trecho", relata. "Notei que havia homens na luz e outros na escuridão. E todos seriam julgados." Ele pensava estar nas trevas, com seus desejos de crescimento e conquistas materiais. Durante dois anos, isolou-se em uma casa no Morumbi, onde morava com dois de seus quatro irmãos. "Tinha visões e delirava", conta. Ele recorreu a métodos como terapia e acupuntura. "Mas continuava infeliz e perdido, sem vontade de pintar ou de sair de meu quarto."

Araujo afirma ter se encontrado somente quando passou a ler e tentar compreender a Bíblia. "Aí, tudo ficou claro", diz. Foi então que ele começou a pintar o livro sagrado. "Faço sem dificuldades." Para ter inspiração, ele ouve músicas evangélicas, lê passagens e tem imagens de Jesus em seu ateliê de cerca de 500 metros quadrados no Morumbi, bairro onde também mora com a mulher e os quatro filhos.

As telas do paulistano custam até R$ 100 mil. "Vendi entre 10% e 20% da coleção da Bíblia", afirma. Os principais compradores são colecionadores, mas há obras também em museus da França e no Vaticano. "Sonho em ter meu acervo em locais abertos para democratizar minha mensagem."


fonte: AE/Notícias Cristãs

segunda-feira, 16 de março de 2009

ATUALIZADO: A PAISAGEM NA ARTE









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A faculdade humana de poder traduzir através da linha ou traço o que vê diante de si ou ainda o que imagina em sua mente possibilitou o gosto por um tipo de representação: a paisagem. Desenhada ou pintada ela funcionou, antes da invenção da fotografia, como o registro e a descrição do horizonte visto diante de nós. Teve papel fundamental no registro das novas terras descobertas, contato com novos povos antes desconhecidos e como eram a sua aparência e costumes.

O registro através do desenho da paisagem pode ser fruto de uma memória afetiva. Por exemplo, pessoas que vivem nas grandes cidades colocam em suas salas de estar e de jantar uma paisagem com montanhas, rios, vales, pastagens, etc. Tudo o que sabemos das cidades em um período anterior a invenção da fotografia se deve ao registro através de desenhos e -pinturas de paisagens urbanas de cidades como Paris, Rio de Janeiro, Nova York, Londres, etc. Há de ser lembradas ainda as Marinas, paisagens onde o mar e barcos pesqueiros se fazem presentes.

Nos filmes, histórias em quadrinhos, ilustrações de livros, vale destacar a criação de paisagens fictícias importantes na ambientação das histórias, na construção do mundo necessário para que as personagens ganhem vida. Outra variedade de registro desse tipo seriam os casarios e paisagens rurais.

Entretanto, na pintura, a introdução e o gosto pela paisagem, foi um processo não tão rápido. Após a Reforma Protestante, pintores e desenhistas deixaram de ter a representação de santos católicos como um tema explorado na pintura. Daí nos países protestantes como Holanda, entre outros, os pintores passaram a pintar paisagens e também natureza morta. Porém tais obras só eram encontradas em residências humildes.


A aceitação e um novo status da paisagem e da natureza morta demandou mais duzentos anos só sendo aceita e tendo um novo valor artístico por volta do século XVIII. Prova disso é a extensa obra de Van Gogh que consta de natureza morta, retratos e paisagens.


Por Helvécio S. Pereira




















































quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O OLHAR

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Vivemos em uma sociedade que mais do que em qualquer outra época na história humana usa e abusa do apelo visual. Somos bombardeados insistentemente, todos os dias, em todos os momentos por imagens que, usadas intencionalmente, chamam a nossa atenção. Essas imagens
nos convidam
a COMPRAR, EXPERIMENTAR, USAR, GOSTAR, SER, TER...

Essas imagens podem ser fotos, desenhos, animações.

Podem apenas completar informações verbais ou finalmente substituí-las.

Podem ser simplórias, elaboradas, diretas ou subliminares.

As diversas linguagens da Arte apelam em sua grande maioria para a nossa capacidade
única de olhar. Uma pintura, um desenho, uma imagem fotográfica, um desenho animado,
um filme, gifs animados em uma tela de computador, uma apresentação de slides, etc.

E não são as crianças que se detêm entertidas pelo movimento, pelas cores ,pelas
formas, mas contrariamente esse processo é muito mais eficiente nos adultos embora
não confessem isso diretamente.

Um certo pintor medíocre é até hoje considerado um dos mais influentes artistas do século XX ao lado de Pablo Picasso, nada menos que Marcel Duchamp.

Talvez por não ter um talento especial para a pintura, por não conseguir produzir
nenhuma obra importante dentre os seus contemporâneos, finalmente desistiu de ser um pintor. Qual foi então sua grande contribuição? Qual foi a sua grande sacada? Ele levou-nos a repensar o nosso olhar.

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sábado, 9 de agosto de 2008

A Arte e a percepção da realidade


* Voltando ao assunto, o lugar, o papel e a importância da Arte. Li novamente alguns conceitos emitidos por artistas verdadeiros e outras pessoas significativas acerca da Arte. Não eram simplesmente celebridades fabricadas por algum programa de televisão de grande audiência. Para citar alguns que tal o grande Sigmund Freud (1856-1890) que afirmou a certa altura da vida: "A Arte é uma grande consoladora e aplacadora, ela representa a compensação mais preciosas das insuficiências da existência". Outra de outra pessoa de grande importância e um artista hoje reconhecido,Van Gogh (1853-1890): A Arte é o homem somado à natureza". 

Mais um apenas para não ficar cansativa essa exemplificação: Joseph Kosuth (1945- ), segundo ele a " A Arte é a definição de Arte." Do ponto de vista da reflexão é interessante e nenhuma delas deve ser desprezada mas sim discutidas amplamente. Poderia citar dezenas e talvez uma centena delas, as proferidas por pessoas historicamente importantes. A maioria pouco clara, demasiadamente subjetiva e por que não algumas errôneas e estapafúrdias. Depende também em que momento da vida de cada uma dessas pessoas elas foram registradas e em um recorte são hoje citadas em alguma revista ou livro didático. O grande fato é que a grande maioria das pessoas, tanto as que tiveram e têm acesso mais ideal à informação, à educação,quanto as demais menos favorecidas não têm uma clareza na definição da essência da Arte e do seu papel na existência humana. 


 A Arte é experiência, a Arte é reflexão sobre nós mesmos, a Arte é informação acerca do que fazemos,como nos vemos, como vemos uns aos outros e nesse sentido corrobora para, juntamente com a ciência e por que não com a religião para que possamos perceber o nosso lugar no mundo. Tal percepção é essencial para o indivíduo, cada um de nós por si, como para a espécie na construção e reconstrução da sua chamada civilização provocando, quem sabe, uma depuração dos nossos erros e mazelas. Por hora, apenas como exemplo, dentro da Arte, através da literatura, da produção pictórica, da dramaturgia, do cinema, temos a possibilidade de discutir quase a exaustão a nossa tendência destrutiva. A Bíblia,e o cristianismo nos seus diversos ramos reconhecem nela, a declaração que essa tendência destrutiva é o pecado. Sigmund Freud chamava de "Pulsão de Morte". Segundo Freud essa "pulsão de morte" poderia levar-nos, nós como humanidade, a uma completa derrocada e que ela não poderia ser anulada nem mesmo pela abolição da propriedade privada pelo comunismo russo a época( afirmação de Freud em 1929! ). 

Assista um bom filme que analisa a nossa humanidade nos aspectos mais subjetivos, leia a Bíblia ou certos trechos dela, que inclusive são em linguagem artística como poesia, se debruce sobre o que a ciência tem indubitavelmente descoberto. A Arte, como a ciência, a abordagem religiosa e demais ramos do conhecimento humano, coopera para a mais desejável percepção da realidade. *











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