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quarta-feira, 3 de maio de 2023

A MÚSICA E A NOTAÇÃO MUSICAL


Q
uando pensamos em Arte, pensamos n Arte como linguagem. Por extensão podemos nos  referir  à  Arte como língua. No Brasil particularmente, são faladas cento e noventa línguas, incluindo o português como língua oficial, todas as línguas indígenas, todos os dialetos e as línguas estrangeiras faladas por descendentes destas várias nações, como brasileiros descendentes de alemães, ucranianos,russos, búlgaros,árabes, israelitas, japoneses, chineses, turcos, gregos, armênios e tantos outros.


Muitas dessas línguas ainda possuem alfabetos diferentes como n ocaso dos ucranianos e russos,de gregos e de árabes, dos israelitas , dos orientais como japoneses, chineses etc, por que a Música, como língua também não a teria.

Muitas vezes temos a ideia que música só é aprendida ouvindo-a, seja cantada por alguém, tocada ou modernamente gravada.  Mas a realidade é outra: não teríamos como tocar peças musicais importantes, centenárias, se elas não tivessem sido registradas quando não havia as possibilidades tecnológicas modernas que dispomos hoje.  

Claro que esta maneira de registrar uma música de modo que de posse desse registro, apenas lendo-o, alguém poderia reproduzi-la fielmente como se tivesse visto uma dia ela sendo executada pelo seu autor, não surgiu e se desenvolveu de forma eficiente e totalmente satisfatória como temos hoje. Passaram-se milênios e depois mais de seis séculos até que esse processo complexo  e absolutamente  criativo existisse como demonstraremos nessa postagem.

Tomando ainda como analogia a língua falada, tanto a música como"língua " como a sua escrita possuem uma "gramática", um modo certo de construí-la, de usá-la e de registrá-la. Podemos mesmo dizer que antes de se tocar um instrumento musical ou mesmo cantar uma canção ou frase melódica , há de ser "alfabetizado" nessa nova língua como na sua escrita. Tanto é verdade que quando alguém escreve e lê "música" é considerado um "falante" de uma segunda ou terceira língua.




E quando começa isso? quando se "alfabetiza-se em música"? 

Geralmente tão precocemente quando a alfabetização "normal", na mesma idade ou até antes , por volta de cinco, seis ou sete anos. Por que no  Brasil, particularmente  é diferente?

O uso da Música como linguagem implica audição e métrica. A música é essencialmente matemática e um fenômeno físico exato. Cada som corresponde a um número exato de vibrações, de ondas sonoras se movendo através de algum meio, que pode ser outra (na maioria das vezes, um meio sólido, ou mesmo líquido,água de um lago,do mar, etc. 

A audição implica capacidade física de ouvir sons, ou mais  exatamente os sons audíveis e agradáveis ao cérebro humano. Mas mesmo esse "ouvir" requer treinamento, desenvolvimento, percepção, educação que raramente é algo "mais natural" a maioria das pessoas.

A maioria das pessoas, na verdade, se não forem ensinadas jamais perceberão diferenças mais sutis ou mesmo relevantes entre sons e outros.

Também como a música, uma peça musical  é de fato um fenômeno com incontáveis variáveis ( notas,alturas, expressões, pausas, silêncios, durações e timbres ) guardar de memória com exatidão todos esses fatos sonoros ou não, é um esforço cerebral aparentemente sobre humano. Imagine a festejada pianista chinesa, Yuja Wang, 35 que sabe de cor, vinte sinfonias? ou mesmo instrumentistas de instrumentos musicais harmônicos que têm ou devem executar  ao mesmo tempo melodias e harmonias, como violonistas, pianistas, organistas?


Daí depreendemos que "aprender música" é desenvolver uma nova e importante capacidade mental ou cerebral, de maneira simples, popular, "torna alguém mais inteligente". Os resultados em qualquer população são também tecnológicos, filosóficos, espirituais, organizacionais.

O senso comum repete a crença e propala de que a chamada música clássica ou erudita é chata por não ter um ritmo constante, uma duração da peça musical premida pela tradição comercial e ser quase sempre muito mais rica em timbres e melodias o que para a pessoa média é uma dificuldade para reter e decifrar sua sonoridade.
  
Entretanto é notória a diferença entre que  desenvolve uma compreensão para uma música mais sofisticada e quem permanece na superfície da musicalidade mais primitiva. Ou seja: o desenvolvimento para uma musicalidade mais sofisticada desenvolve outras habilidades importantes tanto sociais como psicológicas. Daí portanto que independentemente da ideologia, capitalista ou socialista, a música plena, a música erudita é incentivada e apoiada como  fator de desenvolvimento de jovens e de adolescentes tanto que em países da ex URSS e mesmo na China, grandes e destacados músicos eruditos tem se revelado e se destacado grandemente no cenário musical mundial mais sofisticado. 


Música e desenvolvimento



Logo se possível, é muito importante oferecer as novas gerações, o real ensino da música. Há entretanto que ensinar só, compulsoriamente como é feito as meninas na Coreia do Sul, em que tocar piano é oferecido a todas as adolescentes não faz que individualmente todos prossigam no interesse relacionado à música, seja profissionalmente ou mesmo por interesse. Há mitos casos de jovens que estudaram um instrumento, tocaram em conjuntos e orquestras e abandonaram a música. Formação instrumental sem uma imersão na cultura musical assemelha-se  a criar digitadores e nunca escritores. Entretanto é melhor oferecer e oportunizar do que negar e impedir acesso e aprendizado à boa música. Sim pois há boa música e música ruim, outra coisa difícil e muitas vezes negado ideologicamente. Ou seja e também: com oferecimento do aceso a música, talentos e virtuoses são descobertos e apreciem e contribuem para o desenvolvimento humano e geral.











A notação musical em si o que é?

A notação musical ou o registro de uma peça musical sem o método de gravação disponível hoje tecnologicamente é um instrumento lentamente construído ao longo de alguns séculos, particularmente, como o temos hoje a partir do século quatorze na Itália. Consiste em um sistema padronizado que permite execução de qualquer peça musical com grande fidelidade a intenção original do compositor. Esse sistema é mundial e com poucas variações de país para país sendo um dos poucos sistemas globais usados com eficiência no mundo hoje.

É tão importante musicalmente que separa um músico incompleto de um músico completo sendo que dito por um professor a seu aluno já músico e com carreira consolidada "você quer continuar um analfabeto musical?"

Embora a formação musical mais completa tenha outros componentes e não somente a notação musical ela é essencial! meu pai que tocava não profissionalmente violão clássico me disse certa vez: "não toque de ouvido, toque por música!"

Outro destaque é que um pouco diferente da alfabetização normal em que se escreve e depois se aprimora a leitura, em música se começa lendo e por último se aprende a escrever uma partitura.

A seguir alguns vídeos introduzindo a notação musical, assista-os e busque outros na mesma linha. Bom aprendizado!

















 

 

Helvécio S. Pereira
Graduado em Desenho,Plástica e História da Arte pela EBA/ UFMG
Graduado e Licenciado em Pedagogia pela FAE/UEMG



sexta-feira, 16 de junho de 2017

O QUE É MÚSICA ERUDITA ( ATUALIZADO COM NOVOS VÍDEOS )




Muitas pessoas simplesmente estranham ao ouvirem ou lerem a palavra ERUDITA. A palavra ERUDITA se refere,dentro da Música a um tipo de Música de excelência, mas refinada, frequentemente ( embora não sempre ) tecnicamente mais difícil.




Yeol Eum Son



Sobre essa música em oposição em oposição a uma MÚSICA POPULAR é que estudaremos a seguir. Durante toda a História da Música, desde a música mais intuitiva e primitiva até a Música inventada pelos gregos, a Música tem se desenvolvido a partir das contribuições de uma elite musical e de uma intuição musical mais popular. A palavra “Erudita” tem relação com “Erudição”, conhecimento.

No que se refere à Música, Música Erudita é uma música composta, produzida e executada com profundo conhecimento musical e técnico relativo à música. A Música Erudita é também conhecida como “Música de concerto” ou ainda como “Música clássica”. Durante toda a História da Música , essa se desenvolveu, a música, graças a uma troca frequente e promissora entre classes detentoras de um mais complexo e refinado conhecimento musical e entre a contribuição mais livre ea partir da intuição popular.


A Música Erudita se desenvolve por aproximadamente três séculos se considerarmos, a partir do século XVI se consolidando portanto até o século XIX. Enquanto a música popular frequentemente seja produzida a partir de um restrito grupo de instrumentos musicais, na maioria das vezes, a Música Erudita é composta e executada por um grupo bem maior de instrumentos musicais, ou pelo menos, de acentuada dificuldade técnico-musical. 3 Muitas pessoas estranham quando se deparam, lendo ou ouvindo, a palavra ERUDITA.


Essa palavra tem a ver, se refere, à erudição, conhecimento, saber. Quando usada referente à Música, Música Erudita, se refere a um tipo de música, diferente da mais conhecida e difundida Música Popular. Música Popular é o tipo de canção ouvida nas rádios e nos programas de tvs mais populares. Também em shows para os quais ocorrem multidões. A Música Erudita é chamada também de Música de Orquestra, Música de Concerto ou Música Clássica.

Lisa Batiashivili




A Música Erudita ou Música Clássica é uma música tecnicamente mais difícil e musicalmente complexa que segue outras regras e formatos normalmente muito mais rígidas que a música popular. Entretanto deve-se compreender que tanto a Música Erudita quanto a Música Popular, ambas tidas e reconhecidas como Música Ocidental, são produzidas com as mesmas notas musicais, escalas e tonalidades advinda da Música criada pelos filósofos e matemáticos gregos na antiguidade.



Lisa Batiashivili

 


A Orquestra ( uma palavra grega )  era o lugar dos músicos em uma peça de teatro, uma definição bem diferente da corrente atualmente, que é o conjunto de músicos com seus instrumentos, mais exatamente instrumentos de música de concerto.

As orquestras podem e são de dois tipos, sendo musical e sonoramente a mesmas coisa:

Orquestras Sinfônicas quando são patrocinadas por algum poder público, uma iniciativa de governo ou/e de estado ( pode ser um município, um estado de alguma federação ou mesmo federal );

Orquestras Filarmônicas ( do grego "filos", "amigo", "irmão" ) são patrocinadas por alguma iniciativa privada, empresa, religiões, igreja em particular.

Embora na prática qualquer instrumento musical possa ser agregado à uma orquestra de acordo com o desejo e visão sonora do compositor ou do arranjador, fazem parte quase que obrigatoriamente, instrumentos musicais que possam gerar volume sonoro com equivalência, das três famílias de instrumentos musicais:

instrumentos musicais da grande família dos instrumentos de cordas;

instrumentos musicais da grande famĺia dos instrumentos de sopro;

instrumentos musicais da grande família dos instrumentos de percussão.


Por que esse equilíbrio?

As orquestras surgiram e se desenvolveram sem os atuais aparatos de captação e amplificação do som disponíveis tecnologicamente hoje, daí o equilíbrio conseguido por exemplo através da experiência: tantos instrumentos de cordas para tantos instrumentos de sopro e tantos de percussão; tantos violinos para tantos celos, tantos metais para tantas madeiras, etc, etc.

Além disso com o som transmite-se intencionalmente sensações de profundidade e espaço, como o caso das cordas e de certos metais. Consegue-se proximidade e realidade com certos sons graves sejam de percussão ou de cordas.

Uma percepção importante é que a chamada Música Erudita é mais meritória que a chamada Música Popular, não há como não ser um músico ou cantor de talento louvável sem o ser verdadeiramente e a custa de muito estudo e dedicação. A mídia não pode fabricar um músico erudito sem que o mesmo tenha minimamente capacidade técnico-musical, não são escândalos e até formosura, beleza física que podem erguer tal músico incapaz ao olimpo de algum reconhecimento.

Por ser universal e atemporal no seu alcance, a Música Erudita, é em certo aspecto democrática pelo talento singular de determinado músico, derrubando muros étnicos e nacionais. Frequentemente vemos músicos de nacionalidades historicamente inimigas e distantes tocando juntos, sendo regidos e em pefórmances de de compositores de países distantes ou estranhos originalmente à sua própria cultura.

Uma jovem pianista chinesa, regida por um maestro japonês, acompanhada por uma orquestra multirracial e multi nacional, podem tocar uma obra de um compositor russo migrado para a América, descendente de judeus.

A Música Popular entretanto é presa a guetos e restrita ainda que alguém teime em negar tal realidade à alguma etnia ou classe social, tendo menos permeabilidade nesse sentido.


Marnie Laird


Outro aspecto é que em casos excepcionais a música popular pela sua acrítica e fácil composição e produção tem realmente vida muito curta, enquanto a Música Erudita além de atravessar facilmente séculos, é revisitada como nova e reestudada proficuamente por novas gerações que não só revisitam aquela obra musical mas também perscrutam pelo sentimento e motivação de tal autor em meio a cultura que tenha vivido.

Essa música erudita vence convicções ideológicas: um jovem pianistas chinês criado do comunismo de seu país, longe da prática religiosa cristã, pode amar e tocar uma obra barroca religiosa de Bach ou a peça singular da Ave Maria.

Também, e não somente, a Música Erudita é fonte inquestionável de estudo para construção de verdadeira gramática musical para desenvolvimento técnico musical de instrumentos musicais, músicos e obras musicais a serem compostas.


Chacconne Klaverenga


 
Outrossim, a Música Erudita não discrimina idade ou gêneros unindo músicos de sexos diferentes em torno de mesmo instrumentos musicais de exigida técnica além de músicos mais jovens tocarem de igual para igual com músicos com décadas de experiência ou carreira com respeito e reconhecimento mútuo e natural.


Por Helvécio S. Pereira





 anne sophie mutter









Helene Grimaud








Lisa Batiashvili, violin & Hélène Grimaud, piano





Tina S




Lisa Batiashvili


 



Sayaka Shoji






Sayaka Shoji




HELENE GRIMAUD & VALERY GERGIEV 




Sayaka Shoji




Anne Sophie Mutter





Valentina Lisitsa




Anne Sophie Mutter




Meco Borra

terça-feira, 28 de março de 2017

ESSAS RUSSAS E SEUS PIANOS! A TÉCNICA E A PERSONALIDADE DA BELA ANASTASIA HUPPMANN






Music is the language of the soul, which connects people all over the world without words and touches them at the deepest levels. Precious musical pieces stand the test of time for many years, sometimes even for many centuries, and infatuate people’s hearts over and over again. This demonstrates anew how important music is for our lives. Young Russian pianist Anastasia Huppmann shares her passion for music with the audience and enchants the listeners with her brilliant interpretations of world-renowned music of Chopin, Beethoven, Liszt, Rachmaninov and other great masters of music history.





Chopin etude op 25 no 12 "ocean" [4K] Anastasia Huppmann









Chopin Etude Op 10 No 5 black keys Anastasia Huppmann







Beethoven - Moonlight Sonata no 14 op 27 #2




The Sunken Cathedral - La cathédrale engloutie by Claude Debussy




Frederic Chopin Fantaisie Impromptu in C sharp minor, Op 66






Heroic Polonaise in A-flat major Op 53 - Chopin (rehearsal)






Chopin etude op 25 no 1 Aeolian Harp / The Shepherd Boy





Liszt Hungarian Rhapsody No 11









Chopin three new etudes trois nouvelles etudes no 1 f minor





quarta-feira, 6 de julho de 2016

AS BELAS E JOVENS PIANISTAS DO MUNDO, A ALEMÃ, ALICE SARA OTT





Falamos tantas outras vezes em postagens anteriores acerca da beleza unida ao talento das grandes pianistas no mundo hoje. Incontáveis pianistas com mesma formação acadêmica, virtuosismo que nos brindam graciosamente com sua capacidade musical desenvolvida penosa disciplinadamente por décadas. e dessa vez lembramos de mais uma talentosa, jovem e bela pianista: Alice Sara Ott .


Por Helvécio S. Pereira








 

Alice Sara Ott Pianista Disponível em YouTube Spotify Deezer Nascimento: 1 de agosto de 1988 (27 anos), Munique, Alemanha Educação: Mozarteum University of Salzburg Indicações: Classic Brit Newcomer Award.














ALICE SARA OTT INTERVIEW

In less than five years, the 26-year-old German-Japanese pianist Alice Sara Ott has gained critical acclaim for her performances at major concert halls worldwide and has established herself as one of the most exciting musical talents of today.





interview 

 









PICTURES AT AN EXHIBITION - MUSSORGSKY - ALICE SARA OTT






 




ALICE SARA OTT -AVI AVITAL -FRANCESCO TRISTANO


 








ALICE SARA OTT PLAYS RAVEL'S PIANO CONCERTO IN G MAJOR - ENCORE: "LA VALSE"

 



 







 




DA SÉRIE: AS CARREIRAS DAS BELAS E JOVENS PIANISTAS DO MUNDO, A ALEMÃ, ALICE SARA OTT






Alice Sara Ott Grieg Piano Concerto in A minor Op. 16 FULL ~ Lorin Maazel
Falamos tantas outras vezes em postagens anteriores acerca da beleza unida ao talento das grandes pianistas no mundo hoje. Incontáveis pianistas com mesma formação acadêmica, virtuosismo que nos brindam graciosamente com sua capacidade musical desenvolvida penosa disciplinadamente por décadas. e dessa vez lembramos de mais uma talentosa, jovem e bela pianista: Alice Sara Ott .

Por Helvécio S. Pereira










Alice Sara Ott Pianista Disponível em YouTube Spotify Deezer Nascimento: 1 de agosto de 1988 (27 anos), Munique, Alemanha Educação: Mozarteum University of Salzburg Indicações: Classic Brit Newcomer Award.














ALICE SARA OTT INTERVIEWS

In less than five years, the 26-year-old German-Japanese pianist Alice Sara Ott has gained critical acclaim for her performances at major concert halls worldwide and has established herself as one of the most exciting musical talents of today.





interview 2











PICTURES AT AN EXHIBITION - MUSSORGSKY - ALICE SARA OTT









ALICE SARA OTT -AVI AVITAL -FRANCESCO TRISTANO











ALICE SARA OTT PLAYS RAVEL'S PIANO CONCERTO IN G MAJOR - ENCORE: "LA VALSE"












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