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terça-feira, 26 de março de 2019

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA E ARTÍSTICA DA MONA LISA E ALGUNS DE SEUS IMAGINADOS MISTÉRIOS


Sempre alguém pergunta eventualmente o porquê da importância histórica e artística da famosa Mona Lisa do celebrado pintor Leonardo da Vinci. O fato é que longe da dificuldade ou mesmo da impossibilidade técnica de se pintar retrato equivalente, o que não é de forma nenhuma uma verdade, o seu valor incalculável e pouco superável reside no fato de ser produzida no gênero retrato como se fosse um instantâneo ( como a fotografia chegou a se chamar no auge do seu desenvolvimento enquanto acetato, filme) e não como uma pintura, um retrato idealizado.

A importância do retrato ou a maneira de se registrar e preservar uma aparência, no caso de um ser humano, vem desde a modelagem, pequenas estátuas de argila e ou de terra cota, até as esculturas em pedra de diversos tipos e as esculturas fundidas ou arquitetonicamente construídas.

O retrato sob um plano, em duas dimensões simulando a tridimensionalidade se desenvolveu posteriormente e lentamente a partir de baixo e alto relevos. A Mona Lisa pintada em 1503 em plena renascença é um marco no registro de uma pessoa em um instante.

Sabemos que era jovem ( somente pela pintura ) relativamente gordinha, pelos padrões de hoje e de acordo com a cultura da época, da relação entre homens e mulheres, época em que homens desposavam mulheres bem jovens e aparentemente prontas a lhes dar descendentes. Não usava no momento nenhuma maquiagem ou acessórios e suas roupas indicavam não ser verão mas uma outra estação, inverno ou no máximo outono.

Se pode até achar que o sorriso enigmático de Lisa del Giocondo (o nome da mulher no retrato) é a causa de a pintura ser uma das mais famosas do mundo. A obra de Leonardo da Vinci foi tema de diversas pesquisas, teorias e estudos em todo o mundo. Porém, é provável que o reconhecimento da Mona Lisa seja por conta dos contratempos em torno do quadro. Em 22 de agosto de 1911, cerca de 400 anos após ser pintada por da Vinci, a Mona Lisa foi roubada do Museu do Louvre.

Muitas pessoas, incluindo o pintor espanhol Pablo Picasso (que não era tão famoso naquela época) e o poeta francês Guillaume Apollinaire, foram presas e/ou interrogadas sob suspeita do crime. Claro que os dois foram soltos quando não houve provas contra eles. O quadro apareceu tempos depois na Itália, e voltou para Paris, onde “mora” até hoje. A história virou filme: “Picasso e o Roubo da Monalisa”.

Em 1956, a parte inferior da pintura foi danificada quando um vândalo jogou ácido. O processo de restauração foi demorado e trabalhoso. Em 30 de dezembro do mesmo ano, um jovem boliviano chamado Ugo Ungaza Villegas atirou uma pedra no quadro, o que resultou na perda de uma partícula de pigmento. O dano depois foi repintado. La Gioconda também foi satirizada por Marcel Duchamp, um pintor, escultor e poeta francês. L.H.O.O.Q. é o nome de uma das obras do artista dadaísta. La Gioconda aparece na obra de barba e bigode.

A sigla, lida em francês, parece dizer “Elle a chaud au cul”, que em português seria “Ela tem fogo no rabo”. Literalmente, o quadro mostra ela com fogo no rabo. Reprodução Pin this! Reprodução Embora a obra seja, de fato, um grande feito, é possível que o reconhecimento tenha acontecido por conta da divulgação. “Uma obra de arte também pode se tornar famosa por ser muito falada e divulgada. Nada muito diferente do que ocorre hoje no culto às celebridades”, conta Fernando José Amed, coordenador da pós-graduação em História da Arte do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.]


A 1ª imagem 3D da história é a Mona Lisa / Pesquisadores defendem que foi sem querer.

Ela é a obra de arte mais famosa do mundo, mas também pode carregar um novo título: o de primeira obra de arte 3D de todos os tempos. Quem defende a hipótese é a dupla de pesquisadores Claus-Christian Carbon e Vera M. Hasslinger.A possibilidade surgiu a partir da análise em profundidade e comparação lado-a-lado entre o quadro de Leonardo da Vinci abrigado pelo Museu do Louvre e sua versão menos importante, do Museu do Prado, na Espanha, comumente atribuída a um copista. De acordo com a dupla, o efeito tridimensional pode ter sido alcançado ocasionalmente. A versão espanhola da Gioconda, defendem, teria sido pintada por um aprendiz de da Vinci no mesmo local e momento em que a obra principal foi feita, mas de pontos de vista ligeiramente diferentes.


Esse espaço acabaria criando, então, o efeito estereoscópico do 3D, similar ao da visão humana. Carbon e Hasslinger sobrepuseram as duas pinturas usando canais de cor diferentes - ciano e magenta - e chegaram a uma imagem similar àquelas produzidas para serem vistas com óculos 3D de duas cores. Leonardo da Vinci era, de fato, um gênio!






Mona Lisa (Foto: divulgação / cortesia Claus-Christian Carbon e Vera M. Hasslinger) Mona Lisa (Foto: divulgação / cortesia Claus-Christian Carbon e Vera M. Hasslinger) Mona Lisa (Foto: divulgação / cortesia Claus-Christian Carbon e Vera M. Hasslinger) Mona Lisa (Foto: divulgação / cortesia Claus-Christian Carbon e Vera M. Hasslinger)









Outras suposições:

Após passar uma década estudando a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, o cientista Pascal Cotte fez uma grande "descoberta": atrás da musa da pintura estaria escondido o retrato de uma outra mulher. A afirmação pegou os especialistas em história da arte de surpresa – e gerou uma certa desconfiança.

O cientista conseguiu a permissão do Museu do Louvre para ter acesso à pintura em 2004 e, segundo o site da BBC, utilizou o "método de amplificação de camadas" para analisar a Mona Lisa. Trata-se de uma técnica que ele mesmo desenvolveu e que joga várias luzes na tela e, por meio das medidas dos reflexos delas, é possível reconstituir o que há entre as camadas de tinta. "A partir disso, conseguimos reconstruir a cronologia da criação da pintura", afirmou o cientista. saiba mais Onde estará a modelo que inspirou a Monalisa? Fragmentos ósseos encontrados na Itália podem ser de Mona Lisa Com a coleta desses dados, Cotte foi capaz de reconstruir várias camadas que supostamente estariam abaixo da pintura.

O resultado mostra uma mulher diferente da do retrato icônico: ela olha para o lado, tem rosto mais fino, nariz, mãos e lábios menores e não sorri. "Os resultados acabam com muitos mitos e alteram a nossa visão da obra de arte de da Vinci para sempre", disse Cotte. "Quando terminei a reconstrução de Lisa Gherardini, eu estava em frente de um retrato e ela é totalmente diferente da Mona Lisa que conhecemos.

Essa não é a mesma mulher." Os especialistas em história da arte receberam a novidade com muitos pés atrás. Will Gompertz, editor de arte da BBC, por exemplo, afirmou ser cético em relação à suposta descoberta. "É tão comum um artista pintar por cima de uma imagem quanto é para um cliente pedir que o artista faça alterações. Não me surpreendem essas mudanças", afirmou.

O Sorrido da Mona Lisa... há algum mistério ou apenas uma pueril suposição?




O mistério do sorriso da Mona Lisa despertou o interesse de artistas, crí­ticos e pesquisadores durante séculos. Mas o que esconde essa mulher por trás de sua expressão enigmática? Os especialistas Alessandro Soranzo e Michelle Newberry encontraram a resposta, e foi graças ao sorriso de outra mulher.



Analisando o quadro ” A Bela Princesa”, também de Leonardo da Vinci, eles descobriram que ambos foram feitos com uma técnica conhecida como sfumato, um método causa efeitos óticos surpreendentes, como se a imagem mudasse conforme a variação do ângulo ou da distância em que é observada.Através do sfumato, centrado na área da boca das modelos, o gênio pictórico dava aos seus quadros a ilusão do movimento, causando uma sensação intrigante e levemente perturbadora no observador. No estudo, publicado pela revista Vision Research, os especialistas mostraram esses dois quadros e “Retrato de uma Menina”, de Piero del Pollaiuolo, para um grupo de pessoas atentas. As pinturas foram observadas de distâncias e ângulos diferentes, com variação também no ní­vel de nitidez.

Tanto no caso da Mona Lisa como no de “A Bela Princesa”, os voluntários viam o sorriso com mais clareza quando a imagem estava mais desfocada ou quando se afastavam dela. Curiosamente, isso não acontecia quando o objeto de análise era o quadro de outro autor. O experimento nos permite confirmar o que as criações de grandes mestres como Leonardo da Vinci nos ensinam: o fascinante de uma verdadeira obra de arte não está no óbvio, mas no que ela oculta. 
 
FONTE: seuhistory.com


Por Helvécio S. Pereira*




Graduado pela EBA/ UFMG em Desenho, Plástica e História da Arte.
Graduado pela FAE/ UEMG em Pedagogia em matérias pedagógicas.


quinta-feira, 22 de março de 2018

O RETRATO

Nós não nos conhecemos. Passamos toda a nossa vida vendo os nossos semelhantes.Vemos incontáveis rostos. Os memorizamos, boa parte deles jamais serão esquecidos, por serem pessoas importantes pra nós ou devido a traumas. Recentes pesquisas comprovam que ovelhas podem reconhecer rostos humanos. Sabemos facilmente detalhes e defeitos, bem como qualidades, das feições alheias e pouco, bem pouco das nossas mesmas.

Há algum tempo vi em um documentário uma bela mulher africana com cerca de trinta anos, moradora de uma região deserta, que nunca tinha visto o seu próprio rosto, ficou feliz e maravilhada quando o câmera mostrou a sua foto em sua própria câmera para a jovem.

Na história humana, demoramos muito tempo a vermos a nós mesmos. Primeiramente o que nos possibilitou essa experiência única foram as águas límpidas e paradas de lagos ou em alguma vasilha, mas nunca ainda como os nossos espelhos modernos de vidro. Na antiguidade, na época de Cristo, os espelhos eram de latão ou de bronze, permitiam apenas uma imagem opaca de que pretendia se ver em um deles. O apóstolo Paulo faz uma comparação referindo-se ao conhecimento humano das coisas: agora vemos por espelho, um dia veremos face a face. A comparação era com espelhos metálicos e não vítreos como os modernos de hoje.

Os retratos, desenhados e interpretados ao serem feitos por desenhistas, pintados por pintores que julgavam o que registrar ou não e por fotógrafos que escolhem a melhor pose ou luz são importantes e sempre foram desde as suas respectivas confecções e registros desde a época em que foram desenvolvidos para vermos um pouco de nós mesmos, conhecermos certos aspectos, acompanharmos as mudanças naturais ou acidentais em nossa própria vida.

Retratos eram uma possibilidade de pessoas poderosas ou ricas ou ambas as coisas. Sempre foi um recurso memorístico de pessoas privilegiadas. Só mais recentemente com a democratização da tecnologia que todas as pessoas têm a visibilidade e a possibilidade de autoregistro só proporcionado pela mídia e pela natureza de seu trabalho das celebridades com incontáveis fotos e divulgação de imagens.

Logo o registro de imagens, o retrato humano, tem dois vieses: do ponto de vista do artista esse se debruça em catalogar e registrar as múltiplas combinações de traços físicos humanos. DO ponto de vista do fluidor da arte do retrato, se conhecer e se reconhecer como indivíduo e a singularidade de seus próprios traços e características étnicas.

Nessa primeira parte de uma série de postagens sobre esse assunto, nos concentraremos em ver alguns retratos produzidos por diversos artistas, seja na pintura e no desenho, em outra construiremos organizadamente as possibilidades de traços e característica étnicas.


Por Helvécio S. Pereira



















Por Helvécio S. Pereira

terça-feira, 26 de abril de 2016

PINTURA REALISTA, O NU ARTÍSTICO, DESENHANDO E PINTANDO A MULHER


Essa postagem é um tributo a todos os excelentes pintores retratistas que registram de forma tão magistral a beleza da figura humana e em especial a misteriosa beleza feminina seja no nu ou em poses em que toda a singularidade da mulher é captada e corajosamente eternizada ainda que de forma ideal.

Veja portanto, algumas das pinturas desses artistas em vídeo e algumas poucas do extraordinário pintor usso Sege Marshennikov.

Por Helvécio S. Pereira

Algumas pinturas de Serge Marshennikov Pintor Hiperreaista russo


















































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