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sexta-feira, 3 de abril de 2009

O DESENHO - USO DAS TECNOLOGIAS DE PROCESSAMENTO DE DADOS I




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Nas centenas de aulas que dou todos os anos para as mais diferentes turmas de alunos é notória a facilidade que alguns têm para o desenho. Essas pessoas são, de alguma forma dotadas genéticamente, para antes dos outros e com uma facilidade intuitiva , perceber detalhes com a profundidade, a perspectiva correta, textura, proporção, cores, formas ,etc. Na verdade o bom desenho só é conseguido com estudo, muita prática e maturidade que fará com que o desenhista tenha uma certa personalidade e o seu traço e estilo sejam reconhecidos como uma assinatura.

De um modo ou outro o desenho oscila entre o realismo, um esforço em registrar fielmente a realidade ( algo impossível mesmo porque o desenho é apenas uma representação da realidade, nunca a realidade ) e uma caricatura daquilo que vemos. Caricatura aqui não é o estilo de desenho nascido entre o final do século XVII e XVIII na França com conotação de crítica social e política. Caricatura é o tipo de desenho que se opõe ao desenho de observação com forte cunho de realidade.

Se o desenhista não tem uma formação completa, ele certamente cometerá erros nos desenhos que faz.O que é diferente quando esse desenhista ópta por registrar de forma diferente, criando uma tendência, uma representação mais sintética ou mais abstrata, ou mais gestual, etc e sabe desenhar como era o caso de Pablo Picasso entre tantos desenhistas importantes dentro da História da Arte. Picaso quando, junto com outros estruturou o cubismo, ele e seus iguais já sabiam desenhar e muito bem, quando optaram pela nova maneira de representação da realidade. O que se vê, no entanto, são pessoas desenhando e ainda que o seu desenho tenha certas características louváveis apresenta erros
de representação que o observador que conheça um pouco mais de perspectiva
de luz e sombra perceberá rápidamente.

Estou dizendo issso para servir de introdução a um assunto atual: a tecnologia e os softwares que possibilitam produzir desenhos com alto grau de realismo. Notem que esses programas não substituem o conhecimento, a técnica e o olhar treinado do desenhista mas agilizam o seu trabalho e o poupam de erros
primários que poderiam ser facilmente cometidos.

Acima uma amostra de trabalhos feitos com o uso dessas tecnologias. EM próximo post estarei falando de alguns desses programas e como usá-los em conjunto para se obter um melhor resultado. Só para adiantar: os dois processos representam vantagens para o resultado final. O desenhista que sabe desenhar pode, sem constrangimento, se socorrer das tecnologias disponíveis para obter um excelente resultado final.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Um Mundo Sem Arte

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As vezes temos que retormar um assunto por mais que pareça simplesmente recorrente.
Já disse através de outras postagens que a compreensão do que seja a Arte
exatamente, é de extrema importância, não só do ponto de vista do indivíduo, mas da
sociedade como um todo.

Se não vejamos:
Pensemos no mundo e como ele seria se o fenômeno da arte como linguagem e instituição não deixasse impressa a sua marca, como é de fácil constatação,
em todas as sociedades e agrupamentos humanos? Teríamos, de fato, um mundo apenas
funcional e uma comunicação apenas objetiva e não subjetiva e carregada de tamanha
complexidade.

O conhecido verso de Carlos Drumond de Andrade: " no meio do caminho tinha uma pedra"... Apenas seis palavras que poeticamente têm muito mais a dizer do que do
diz objetivamente a frase.

A Arte propicia que os seres humanos se comuniquem entre si, comunique aos demais,
em um nível de representação e abstração muito além da objetividade necessária à
vida.

A Arte não constitui uma verdade em si mesma, nem uma mensagem em si mesma. É ela
apenas meio que guarda, que retém, que transmite, apelando para a razão e a emoção,
construindo uma empatia entre o que expressa e o que vê, ouve, toca. É meio desti
nado, endereçado conscientemente e propositadamente aos sentidos. Arte visual para
quem pode ver, arte sonora para quem ouve, tátil para quem toca. Tudo porém para
apenas registrar, refletir, pensar, transmitir a grande experiência humana com suas
dores, seus enfados, prazeres, delírios e esperanças.

É muito mais útil, ao meu ver, refletir sobre a Arte do que sobre os artistas
primeiramente, do que sobre as suas obras, restritas a uma contemporaneidade, a
valor restrito, a um mercado. Tudo isso tem o seu lugar mas entender que a Arte, a
verdadeira Arte só nos é útil se nos possibilita conhecermos a nós mesmos.


A imagem acima dessa postagem é uma bela imagem, que emociona, e que acho, transmite de forma eloqüente através de um registro fatual, o respeito devido à natureza.
Aliás mais que à natureza, plantas e animais, à vida. À VIDA!

No caso a linguagem artística usada a foi a linguagem da fotografia artística. Ou seja a linguagem do registro fotográfico com um olhar particular, subjetivo.

Bom aí já é assunto para uma outra ocasião.

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