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domingo, 12 de dezembro de 2021

SOUND TRACK! CASO NÃO TENHA NUNCA COMPREENDIDO REALMENTE O FILME "INCEPTION" ( INSERÇÃO ) SAIBA E ENTENDA AGORA! E DE QUEBRA AINDA OUÇA A TRILHA SONORA DO FILME A ORIGEM - "INCEPTION" ( composta por Hans Zimmer )

 





Time - Amazing Celo Cover






 

Time - Fingerstyle Guitar





Dentre os diversos elementos que contribuíram para a bem-sucedida equação cinematográfica de Inception ("A Origem", na versão brasileira), a trilha sonora composta por Hans Zimmer é certamente um dos mais impactantes. Não da maneira habitual aos blockbusters, com arranjos ultra-épicos e metais pomposos; sua obra agrega sutileza e força, momentos tensos a outros de puro lirismo.

A esta altura da carreira, Hans Zimmer dispensa apresentações. Com cerca de 100 scores em seu currículo - dos quais pode-se destacar Rain Man, O Rei Leão, Gladiador, Piratas do Caribe, O Último Samurai e Batman: O Cavaleiro das Trevas - o compositor de ascendência alemã já acumula um Oscar, dois Golden Globes e dois Grammys, entre outras premiações e indicações pelas inúmeras paisagens sonoras criadas e registradas para o cinema. 



Em Inception, Zimmer tem uma responsabilidade tão grande quanto a do diretor Christopher Nolan: dar o ritmo e tom certos à narrativa, sem perder-se em meio às referências e camadas de informação da história. Mais do que nunca, a trilha revela-se um poderoso recurso narrativo e indicativo da atmosfera psique dos personagens. O feito do compositor é prodigioso nesse sentido, por ter construído, a partir de estruturas musicalmente simples, o ambiente complexo e onírico do filme. 

 Nolan e Zimmer trabalharam ao mesmo tempo em Inception: Enquanto um rodava as cenas, o outro seguia compondo, tal qual um sonho partilhado. Essa sincronia é visível ao analisarmos elementos da trilha que são construídos com a mesma lógica dos sonhos utilizada na trama. Zimmer sobrepõe acordes fúnebres a melodias etéreas e soundscapes eletrônicos; subitamente, ouve-se elementos do "mundo exterior" (carros, trens, uma música distante) em meio às composições, mais ou menos o que acontece quando nossos sonhos são invadidos por sons externos e acabam por se tornar parte do enredo. 

 O próprio tema principal foi criado a partir da canção "Je Ne Regrette Trién" de Edith Piaf. Num lance magistral, Zimmer usa a valsa característica do arranjo original em uma versão muito mais lenta e intimidadora - lembre que, nos sonhos, o tempo passa mais devagar...curiosamente, Nolan considerou descartar a canção de Piaf, a fim de evitar comparações com a personagem de Marion Cottilard, que havia interpretado a cantora francesa em outro filme, Piaf - Um Hino ao Amor, de 2007.

ENTENDA O FILME INCEPTION!

A música de Zimmer, assim como Inception, é melhor apreciada ao ser conferida in loco, nos cinemas. Por mais que falemos aqui sobre processos criativos, referências e afins, o próprio compositor já declarou em entrevistas que não vê o filme sob a ótica cerebral da crítica; Inception não seria sobre conspirações e sonhos lúcidos, e sim uma história primordial de romance, de um homem que busca redenção. Nada melhor, portanto, do que encerrar com uma performance do próprio Zimmer executando a canção final do filme, Time, com participação do ilustre colaborador Johnny Marr (Smiths) na guitarra. Preparem seus ouvidos para uma audição mais demorada...e atentem o olhar para o pião girando logo acima do piano de Hans Zimmer. Seria esta trilha realmente um elaborado sonho.

Conhecido por agregar sons eletrônicos e contemporâneos ao seu premiado trabalho orquestral, o compositor tornou a música um dos protagonistas de Inception, unificando elementos díspares como a guitarra de Johnny Marr e a música de Edith Piaf.




Complexo, intrigante, surpreendente, instigante... apenas alguns dos adjetivos para esse excelente filme de ficção que só agrada mentes e olhares mais exigentes. Vale a pena ouvir a sua excelente trilha sonora.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

ATUALIZADO! COM SENSACIONAIS COVERS DO TEMA "TIME" E MAIS: ENTENDA " A ORIGEM" PREMIADO NO OSCAR DESSE ANO



A Origem: Reflexões pós Oscar por 

Tuna Dwek

Embora Christopher Nolan não tenha sido indicado como melhor diretor no Oscar, seu filme A Origem acabou levando alguns prêmios importantes e merecidos. Os de Efeitos Especiais, Fotografia, Mixagem e Edição de Som. Aproveitando a oportunidade, minha amiga jornalista e atriz Tuna Dwek me enviou algumas reflexões que publico aqui:
Intenso, instigante e perturbador: A Origem
Desde seus primórdios, o  homem tem anseios ambiciosos. Nutre ambições por vezes desmedidas e sem proporções na realidade. Voar, foi provado pelas asas de Ícaro, derretidas pelo sol, tornou-se possível somente graças ao avanço tecnológico. Dentre suas aspirações certamente se encontra o desejo secreto de penetrar na mente humana e decifrar seus mistérios. Ou até criar sonhos compartilhados como proposto em A Origem, de Christopher Nolan.
Em Viagem Fantástica, clássico de ficção científica dirigido por Richard Fleischer no final dos anos 60, um grupo de médicos e cientistas transformados em miniaturas penetravam no corpo de um homem, no intuito de, ao chegar ao cérebro, curá-lo de um câncer. Os efeitos especiais e o que se vê no interior do corpo humano foram suficientes para despertar o imaginário cinematográfico de modo marcante.
Em A Origem, trata-se  de  ter o acesso da mente do outro através do sonho. Vulneráveis quando dormimos e sonhamos, não se sabe onde começa o inconsciente, ou seja,  a origem dos sonhos. Em se tratando de espionagem, essa capacidade (perigosa) pode ser extremamente útil para que serviços de inteligência exerçam seu poder de controle e de negociação. Don Cobb (Leonardo DiCaprio, convincente e eficaz), ladrão de segredos durante o sono,  tem por missão, não mais roubar segredos do inconsciente, mas  incutir uma ideia na mente do adversário.
Com a ajuda de uma sagaz arquiteta (Ellen Page) de emblemático nome de Ariadne (personagem da mitologia grega que fugiu do labirinto do  minotauro com o auxílio de um fio que a impedia de se perder), Cobb inicia sua  perseguição ao  sonhador em questão, sua vítima, o carismático Cillian Murphy, a mando de Ken Watanabe. A fim de readquirir a tranquilidade de uma vida cotidiana com sua família, a despeito da ausência da mulher amada, Cobb não mede esforços e consequências para realizar seu objetivo.
Diretor de Amnésia, Nolan se debruça mais uma vez sobre o tema da memória, explorando a seletividade da mesma para a proteção do indivíduo através das artimanhas do inconsciente  e a fim de amenizar a dor  provocada pela perda de entes queridos. Neste contexto, Cobb exerce sua função submerso pela lembrança da mulher amada (Marion Cotillard, reluzente), e a incapacidade de se adequar as necessidades de filhos pequenos, estes sempre de costas para o pai durante a execução de sua missão.
Diz ele em determinado momento que “os sonhos são reais quando acreditamos neles” e assim é possível ver uma cidade como Paris explodindo ao redor enquanto os protagonistas permanecem ilesos. A recriação de Paris através do sonho de Ariadne constitui um dos momentos de maior impacto na obra de Nolan e a cada segmento do filme tem-se a percepção das camadas sobre as quais se molda o filme,  do sonho dentro do sonho dentro do sonho, em três níveis, possíveis de serem dissecados.
A Origem exige fascinante esforço de concentração do espectador. Os efeitos visuais e as sequências de ação não fazem esmorecer o conteúdo dramático do filme. Em sua tentativa e desejo de recuperar o passado, Cobb  repensa sua vida de fugitivo, torna manifesto seu amor incubado por Mal, sua mulher, passando pela culpa do sobrevivente e decide retomar a serenidade perdida em sua vida encerrando uma trajetória de fugitivo internacional.
Se nessa arquitetura da mente, quanto maior o problema, maior a catarse, Cobb tem em sua saga a oportunidade de se libertar da dor que lhe assombra a alma. Nas imagens recorrentes de sua vida pregressa, não raro o espectador poderá flagar-se vertendo lágrimas à sua revelia. A Origem vai além do filme de ação, aprofunda  a questão que traz os assuntos mais íntimos ao âmbito dos sonhos, transita pelo amor, pela culpa e pelo desejo de paz interior que iguala os seres.
Evitando limitar-se ao gênero do filme  de espionagem, A Origemobtém um sólido equilíbrio entre o entretenimento, a reflexão, a arte, a sedução de um eficiente roteiro, cenários de rara beleza e conteúdo dramático.
Na belíssima trilha sonora de Hans Zimmer, uma pequena ironia. A música Non, je regrette rien cantada por Edith Piaf (que já foi interpretada por Marion Cotillard no cinema, rendendo-lhe o Oscar de melhor atriz) diz “non, rien de rien, non, je ne regrette rien. Ni le bien qu´on m´a fait, ni le mal tout cela m´est bien égal”, ou seja, não lamento nada, nem o bem que me fizeram, nem o mal, para mim, tanto faz.
Roteiro, elenco, direção e equipe técnica compõem um conjunto extremamente afinado na partitura composta por Nolan e não se pode deixar de destacar a participação sempre inspirada e de grande inteligência cênica de Sir Michael Caine.
Christopher Nolan levou quase uma década para que maturasse sua sensibilidade e seu sonho e pudesse oferecer um dos grandes filmes do ano. Um filme para se ver e rever. A primeira vez traz o impacto, a segunda  permite o aprofundamento e maior atenção a detalhes  e a terceira por puro deleite. E como dizia o dramaturgo espanhol Calderon de La Barca, "se toda vida é sonho, os sonhos sonhos são”.
A Origem (Inception - EUA/Reino Unido - 2010 - 142’) Direção: Christopher Nolan. Com: Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon - Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy, CillianMurphy, Tom Berenger, Michael Caine e Lukas Haas, entre outros.
Fonte: Portal R7.com

sábado, 8 de janeiro de 2011

ATUALIZADO!!! NOVOS VÍDEOS COM EXCELENTES COVERS DE "TIME", TEMA PRINCIPAL DO SOUND TRACK! CASO NÃO TENHA NUNCA COMPREENDIDO REALMENTE O FILME "INCEPTION" ( INSERÇÃO ) SAIBA E ENTENDA AGORA! E DE QUEBRA AINDA OUÇA A TRILHA SONORA DO FILME A ORIGEM - "INCEPTION" ( composta por Hans Zimmer )






Time - Amazing Celo Cover








Time - Fingerstyle Guitar





Dentre os diversos elementos que contribuíram para a bem-sucedida equação cinematográfica de Inception ("A Origem", na versão brasileira), a trilha sonora composta por Hans Zimmer é certamente um dos mais impactantes. Não da maneira habitual aos blockbusters, com arranjos ultra-épicos e metais pomposos; sua obra agrega sutileza e força, momentos tensos a outros de puro lirismo.

A esta altura da carreira, Hans Zimmer dispensa apresentações. Com cerca de 100 scores em seu currículo - dos quais pode-se destacar Rain Man, O Rei Leão, Gladiador, Piratas do Caribe, O Último Samurai e Batman: O Cavaleiro das Trevas - o compositor de ascendência alemã já acumula um Oscar, dois Golden Globes e dois Grammys, entre outras premiações e indicações pelas inúmeras paisagens sonoras criadas e registradas para o cinema. 



Em Inception, Zimmer tem uma responsabilidade tão grande quanto a do diretor Christopher Nolan: dar o ritmo e tom certos à narrativa, sem perder-se em meio às referências e camadas de informação da história. Mais do que nunca, a trilha revela-se um poderoso recurso narrativo e indicativo da atmosfera psique dos personagens. O feito do compositor é prodigioso nesse sentido, por ter construído, a partir de estruturas musicalmente simples, o ambiente complexo e onírico do filme. 

 Nolan e Zimmer trabalharam ao mesmo tempo em Inception: Enquanto um rodava as cenas, o outro seguia compondo, tal qual um sonho partilhado. Essa sincronia é visível ao analisarmos elementos da trilha que são construídos com a mesma lógica dos sonhos utilizada na trama. Zimmer sobrepõe acordes fúnebres a melodias etéreas e soundscapes eletrônicos; subitamente, ouve-se elementos do "mundo exterior" (carros, trens, uma música distante) em meio às composições, mais ou menos o que acontece quando nossos sonhos são invadidos por sons externos e acabam por se tornar parte do enredo. 

 O próprio tema principal foi criado a partir da canção "Je Ne Regrette Trién" de Edith Piaf. Num lance magistral, Zimmer usa a valsa característica do arranjo original em uma versão muito mais lenta e intimidadora - lembre que, nos sonhos, o tempo passa mais devagar...curiosamente, Nolan considerou descartar a canção de Piaf, a fim de evitar comparações com a personagem de Marion Cottilard, que havia interpretado a cantora francesa em outro filme, Piaf - Um Hino ao Amor, de 2007.

ENTENDA O FILME INCEPTION!

A música de Zimmer, assim como Inception, é melhor apreciada ao ser conferida in loco, nos cinemas. Por mais que falemos aqui sobre processos criativos, referências e afins, o próprio compositor já declarou em entrevistas que não vê o filme sob a ótica cerebral da crítica; Inception não seria sobre conspirações e sonhos lúcidos, e sim uma história primordial de romance, de um homem que busca redenção. Nada melhor, portanto, do que encerrar com uma performance do próprio Zimmer executando a canção final do filme, Time, com participação do ilustre colaborador Johnny Marr (Smiths) na guitarra. Preparem seus ouvidos para uma audição mais demorada...e atentem o olhar para o pião girando logo acima do piano de Hans Zimmer. Seria esta trilha realmente um elaborado sonho.

Conhecido por agregar sons eletrônicos e contemporâneos ao seu premiado trabalho orquestral, o compositor tornou a música um dos protagonistas de Inception, unificando elementos díspares como a guitarra de Johnny Marr e a música de Edith Piaf.




Complexo, intrigante, surpreendente, instigante... apenas alguns dos adjetivos para esse excelente filme de ficção que só agrada mentes e olhares mais exigentes. Vale a pena ouvir a sua excelente trilha sonora.

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