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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ARTE E COMPORTAMENTO

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J
á tocamos nesse assunto em outras postagens de modo indireto. Voltamos a esse tema citando recentes pesquisas científicas que mostram que o humor de uma pessoa pode ser modificado temporariamente graças ao tipo de mensagem que ela absorve no início e durante cada dia. Essas mensagens estão contidas em coisas aparentemente inofensivas e que fazem parte do lazer e entretimento de uma pessoa. Palavras em uma canção, um ritmo musical, elementos em um painel decorativo, cores, imagens em movimento ou estáticas que podem estar em qualquer lugar, as quais  podem ser intencionalmente acessadas ou imposta pela mídia  ou em determinada ocasião do ano.

Se comprovadamente isso acontece e isso se fez cientificamente por pelo menos duas universidades mundiais o ensino, a escolha e o contato com o que se consome "arte" deveria ser , pelo menos , mais racional e cuidadoso. O resultado pode ser um número considerável de pessoas sensíveis ou alienadas. Podem surgir indivíduos depressivos, violentos, incapazes de uma relação saudável com outros seres humanos. Se a Arte verdadeira é a expressão do que alguém pensa, sente ou acredita e esse alguém possui uma leitura deturpada do mundo a sua "arte" refletirá isso também. Pessoas saudáveis, com mente saudável, também influenciarão saudavelmente outros seres humanos. de um modo ou de outro ninguém sai incólume dessa relação, desse fenômeno entre a Arte e o homem.

Por Helvécio S. Pereira

Graduado em História da Arte, desenho e plástica pela EBA /UFMG

e em pedagogia pela FAE/UEMG

Professor de duas redes públicas em Belo Horizonte Minas Gerais e ex-formador  da GPLI, ligada à Secretaria da Educação da PBH por cerca de seis anos.

Blogueiro desde 2011, professor, compositor, pintor, ilustrador e desenhista

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A VIDRAÇA E A PAISAGEM.

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Não é de hoje o que menciono a seguir. Trata-se, na verdade, de um processo que com
desenvolvimento da tecnologia nas mais diversas áreas, do aperfeiçoamento e do aprofundamento do conhecimento, de uma terrível inversão de valores.


Em todos os momentos da vida nos confrontamos com isso, seja individualmente ou em
grupo. Há coisas que devem ser, ou são prioritárias, portanto mais importantes, que
devem ser observadas, devem vir portanto antes das outras.

Em uma eventual inversão pessoas menos sensíveis ou com pior qualidade de informação e formação podem, eventualmente, nem notar e até julgarem inapropriadas qualquer observação em contrário.

Tomemos por exemplo a Arte e mais exatamente ,por ora, a música. A música é uma linguagem ( pena que muita gente não saiba e nem se dê conta disso).

Portanto um composição musical, uma peça musical só tem sentido se for a expressão de algo que o artista compositor, de certa forma, experimentou no seu processo de composição.

Aí reside o real e verdadeiro valor dessa peça musical: o que ele, artista disse
na sua música. Evidentemente hoje há, e quem conhece o processo, toda a tecnologia
envolvida, irá perceber o que quero dizer, que aperfeiçoa essa composição, seja em
termos de arranjo, sonoridade, correção, etc.

Mas semelhantemente ao diamante que após retirado do solo não tem beleza alguma e que
só terá essa beleza extraída após um processo de lapidação, uma peça musical só será
eventualmte mais bela se empregarmos na medida certa toda a tecnologia disponível
que vai desde a qualidade dos instrumentos, passando pela palhafernália de estúdio,
conhecimento técnico dos produtores, engenheiros de som, arranjadores, instrumentistas, etc que tornarão essa composição, essa expressão, concreta e perceptível no mundo.

A vidraça pela paisagem, essa troca, essa inversão de valores é terrível quando certos críticos, o mercado, o público, a mídia enfim passam a valorizar "detalhes" que nada têm a ver com
a "verdade" da obra artística.

NO PRÓXIMO POST COLOCAREI UM VÍDEO QUE MOSTRA PARTE DA TECNOLOGIA
ENVOLVIDA NA MATERIALIZAÇÃO DA MÚSICA HOJE MAS QUE SE MOSTRA DE
CERTO MODO COMPLETAMENTE ALIENADA DA VIDA, DA ARTE E PORTANTO DO HOMEM.

A vidraça pela paisagem ...a música!



domingo, 25 de maio de 2008

A beleza na Arte

Em um telejornal a apresentadora ao despedir-se do público agradeceu
a determinado artista pela pintura exposta no cenário durante o programa.

Ela disse: " Agradecemos ao artista (...) pela sua obra (...) por ter
embelezado o nosso cenário no programa de hoje "

A obra não era bonita para tornar o cenário mais belo. Aparecia no centro do
quadro uma face de um homem com a boca aberta com a língua para fora , com uma
cara assustadora e várias outras formas espalhadas pelo quadro. Não era exatamente a pintura que alguém compraria e colocaria em sua sala de estar ou quarto de criança ,ou escritório.

Nem mesmo a apresentadora!

A frase da apresentadora tinha apenas a intenção de ser agradável, e o nome do artista imposto pela mídia.

Afinal existem elementos objetivos para se dizer que uma obra de arte é ou não bela?

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