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quinta-feira, 26 de março de 2009

A MÙSICA NO CINEMA






























James Newton Howard foi o compositor da trilha sonora de King Kong. Ele e mais de uma dezena de profissionais são a linha de frente de toda a produção da música que valoriza cada cena e sequência do filme.

Fico abismado, embora já devesse estar acostumado em ver, o fato das pessoas não saberem assistir filmes. As pessoas simplesmente assistem os filmes da mesma maneira que assistem folhetins nas tvs ( novelas ) e da forma mais simplória.
A atenção é apenas direcionada  à história, que nem é história, para usar um vocábulo menos usado no português atualmente, é estória, pois nem verdade é . É ficção, intencionalmente produzida , sim para provocar uma nova leitura e discussão da realidade de cada um, de todos nós.

Não são as pessoas mais simples a não saber assistir um filme, pessoas com escolaridade incluindo cursos superiores. Quem já não assistiu um suposto filme com um chato ao lado que insiste em lhe contar todo o filme antes que você o assista? que a cada cena diz o que acontecerá a seguir? ou que ainda faça comentários descabidos como : "- esse filme é uma mentirada
danada!" Qual filme é não mentira exatamente? o fato de ser uma ficção, uma reconstrução, um reordenamento dos fatos, possuir preenchimentos para lhe conferir o rítmo ideal, já o faz ser diferente da "verdade".

Falaremos disso tudo em outra hora. Um dos defeitos de muitos filmes brasileiros produzidos as dúzias por certa rede de televisão no Brasil ( entre outros defeitos ) é sem dúvida a música. Música em um filme tem que ser escolhida a dedo, desde o compositor, a orquestra, a canção tema, se houver, tudo! E óbviamente é caro, muito caro. Além do mais, compositores, arranjadores, orquestras, além de cobrarem caríssimo, podem e se dão ao luxo de não emprestarem o se nomes e currículo a qualquer coisa que alguém venha a chamar de filme.
Os filmes brasileiros a que me referi sem citar os títulos, incluem em sua "trilha sonora" sucessos de grupos de axé, new sertanejo, rockzinhos e baladas de quem a época da produção a toque de caixa do filme, figuravam nas duvidosas paradas das rádios e shows populares de televisão. Que diferença das grandes e premiadas produções internacionais! Ainda sonham com o Oscar...!
A música em um filme, a trilha sonora, é uma das últimas coisas a serem colocadas em um filme. Na verdade é colocada depois do filme editado, as cenas colocadas em ordem e já cortadas.
O compositor assiste a película, compõe a música por trás de cada cena e quando a orquestra vai gravar, o maestro a rege diante do filme que passa diante dele. Antes tudo é discutido com os produtores e direção do filme. Trabalho de equipe onde há uma sintonia perfeita entre todos.
É algo sensacional!! Por isso que quem sabe o valor da música no cinema, compra e ouve em separado a trilha dos filmes ou quando assiste o filme uma segunda, terceira vez, atenta para esse importante elemento da obra cinematográfica.

NOTA: todas as imagens são da produção musical do excelente filme King Kong e mostram o compositor da trilha sonora, parte dos estúdios da gravação, orquestra, músicos, etc.
Saiba mais assistindo os extras do filme que mostram cada detalhe da enorme e trabalhosa produção de King Kong (2003).Lembrando que filmes de qualidade semelhante demanda o mesmo empenho e trabalho de todos que fazem parte de sua produção. Um bom filme é algo que traz a marca da excelência desde a sua concepção até a sua finalização incluindo a trilha sonora que pode valorizar o que já foi feito ou jogar tudo por terra.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Orquestra Sinfônica ou Filarmônica ?

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A três mil visitas atrás alguém bem próximo me perguntou qual seria a diferença entre Orquestra Sinfônica e Orquestra Filarmônica.

Bem a resposta é simples e já a digo. O motivo porque volto a esse assunto é que é o verdadeiro motivo dessa postagem.

A palavra orquestra, como é sabido é de origem grega e significava a época o lugar dos músicos no teatro ( algo para ser visto ). Posteriormente, só par não alongar a explicação no momento, passou a significar o conjunto de músicos e seus instrumentos.


As duas orquestras, a sinfônica e filarmônica, alguém pode imaginar, são rigorosamente iguais na sonoridade, na formação dos músicos, no repertório,etc.

Qual então a diferença?


A orquestra sinfônica é mantida sempre por uma entidade governamental: o governo municipal, o governo estadual ou o governo federal isso pensando em termos de Brasil ou outro sistema de organização de governo semelhante. Já a orquestra filarmônica ( filo de amigos também do idioma grego ) é mantida por entidade particular. Fácil não?

Agora a razão dessa postagem e da retomada a esse assunto: a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais se transformou em "Orquestra Filarmônica de Minas Gerais". A razão é a partir de agora a entidade será mantida por uma fundação, portanto uma entidade distinta e independente do Governo do Estado de Minas Gerais.

Vantagens? algumas, entre elas, seguir adiante em seu desenvolvimento, independentemente da alternância de poder que eventualmente atinge o governo, embora tal tipo de alternância seja algo sadio para a democracia, possa eventualmente significar avanços mas retrocessos, dependendo das intempéries advindas das reviravoltas econômicas ou políticas.


Abaixo trecho do que foi a apresentação da orquestra nessa nova fase.


Esta semana, os belo-horizontinos têm duas opções de encontro com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Terça-feira (19/08) à noite, no Palácio das Artes, o conjunto apresenta o programa Vivace IV – Aquarela do Brasil, inteiramente dedicado à música brasileira, com regência do maestro titular da orquestra, Fábio Mechetti. No domingo, o grupo apresenta, em Inhotim, Clássicos no parque III, sob a regência de Fábio Costa. Os repertórios têm a participação do saxofonista Dilson Florêncio como solista convidado.

O concerto de terça-feira promove uma espécie de viagem ao longo de um século de música brasileira. A obra mais antiga que o integra é, também, a peça mais célebre de um compositor erudito nacional – a protofonia (ou sinfonia, ou abertura, dependendo da edição) da ópera O guarani, de Antônio Carlos Gomes (1836-1896). No extremo oposto, a Suíte Piratininga foi composta por um artista ainda vivo, Sérgio Vasconcellos-Corrêa, também professor e crítico de música.

Entre os dois, o programa oferece três caminhos que se abriram aos músicos modernistas no país. De Heitor Villa-Lobos (1887-1959), será apresentada a Bachiana brasileira nº 4 (escrita para piano em 1930, orquestrada 13 anos depois). De Cláudio Santoro (1919-1989), o programa inclui a Brasiliana. E o ponto alto da apresentação, o Concertino para saxofone e orquestra, de Radamés Gnatalli, funciona como homenagem tardia aos 20 anos da morte do compositor, celebrados em fevereiro deste ano.

Cada um dos três buscava, na época em que as obras foram compostas, conciliar três pontos de vista: as exigências nacionalistas da cultura brasileira, as influências modernistas e o estilo pessoal. O processo é mais radical no caso de Brasiliana – Cláudio Santoro se destacara na cena musical brasileira por sua adesão quase completa a vanguardas européias, e nos anos 1950 ele tentava a conciliação entre estas origens e um olhar mais voltado para a identidade nacional. Gnatalli, em seu concertino, promove o diálogo entre as raízes erudita e popular da música brasileira, reinventando ritmos nordestinos e samba em formas orquestrais elaboradas. A série das bachianas, por sua vez, deu a Villa-Lobos a oportunidade de aliar duas paixões ao preencher, com sonoridades tipicamente brasileiras, estruturas de suíte do barroco, investigando correspondências nacionais para as danças que inspiraram os compositores barrocos.

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