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sexta-feira, 16 de junho de 2017

O QUE É MÚSICA ERUDITA ( ATUALIZADO COM NOVOS VÍDEOS )




Muitas pessoas simplesmente estranham ao ouvirem ou lerem a palavra ERUDITA. A palavra ERUDITA se refere,dentro da Música a um tipo de Música de excelência, mas refinada, frequentemente ( embora não sempre ) tecnicamente mais difícil.




Yeol Eum Son



Sobre essa música em oposição em oposição a uma MÚSICA POPULAR é que estudaremos a seguir. Durante toda a História da Música, desde a música mais intuitiva e primitiva até a Música inventada pelos gregos, a Música tem se desenvolvido a partir das contribuições de uma elite musical e de uma intuição musical mais popular. A palavra “Erudita” tem relação com “Erudição”, conhecimento.

No que se refere à Música, Música Erudita é uma música composta, produzida e executada com profundo conhecimento musical e técnico relativo à música. A Música Erudita é também conhecida como “Música de concerto” ou ainda como “Música clássica”. Durante toda a História da Música , essa se desenvolveu, a música, graças a uma troca frequente e promissora entre classes detentoras de um mais complexo e refinado conhecimento musical e entre a contribuição mais livre ea partir da intuição popular.


A Música Erudita se desenvolve por aproximadamente três séculos se considerarmos, a partir do século XVI se consolidando portanto até o século XIX. Enquanto a música popular frequentemente seja produzida a partir de um restrito grupo de instrumentos musicais, na maioria das vezes, a Música Erudita é composta e executada por um grupo bem maior de instrumentos musicais, ou pelo menos, de acentuada dificuldade técnico-musical. 3 Muitas pessoas estranham quando se deparam, lendo ou ouvindo, a palavra ERUDITA.


Essa palavra tem a ver, se refere, à erudição, conhecimento, saber. Quando usada referente à Música, Música Erudita, se refere a um tipo de música, diferente da mais conhecida e difundida Música Popular. Música Popular é o tipo de canção ouvida nas rádios e nos programas de tvs mais populares. Também em shows para os quais ocorrem multidões. A Música Erudita é chamada também de Música de Orquestra, Música de Concerto ou Música Clássica.

Lisa Batiashivili




A Música Erudita ou Música Clássica é uma música tecnicamente mais difícil e musicalmente complexa que segue outras regras e formatos normalmente muito mais rígidas que a música popular. Entretanto deve-se compreender que tanto a Música Erudita quanto a Música Popular, ambas tidas e reconhecidas como Música Ocidental, são produzidas com as mesmas notas musicais, escalas e tonalidades advinda da Música criada pelos filósofos e matemáticos gregos na antiguidade.



Lisa Batiashivili

 


A Orquestra ( uma palavra grega )  era o lugar dos músicos em uma peça de teatro, uma definição bem diferente da corrente atualmente, que é o conjunto de músicos com seus instrumentos, mais exatamente instrumentos de música de concerto.

As orquestras podem e são de dois tipos, sendo musical e sonoramente a mesmas coisa:

Orquestras Sinfônicas quando são patrocinadas por algum poder público, uma iniciativa de governo ou/e de estado ( pode ser um município, um estado de alguma federação ou mesmo federal );

Orquestras Filarmônicas ( do grego "filos", "amigo", "irmão" ) são patrocinadas por alguma iniciativa privada, empresa, religiões, igreja em particular.

Embora na prática qualquer instrumento musical possa ser agregado à uma orquestra de acordo com o desejo e visão sonora do compositor ou do arranjador, fazem parte quase que obrigatoriamente, instrumentos musicais que possam gerar volume sonoro com equivalência, das três famílias de instrumentos musicais:

instrumentos musicais da grande família dos instrumentos de cordas;

instrumentos musicais da grande famĺia dos instrumentos de sopro;

instrumentos musicais da grande família dos instrumentos de percussão.


Por que esse equilíbrio?

As orquestras surgiram e se desenvolveram sem os atuais aparatos de captação e amplificação do som disponíveis tecnologicamente hoje, daí o equilíbrio conseguido por exemplo através da experiência: tantos instrumentos de cordas para tantos instrumentos de sopro e tantos de percussão; tantos violinos para tantos celos, tantos metais para tantas madeiras, etc, etc.

Além disso com o som transmite-se intencionalmente sensações de profundidade e espaço, como o caso das cordas e de certos metais. Consegue-se proximidade e realidade com certos sons graves sejam de percussão ou de cordas.

Uma percepção importante é que a chamada Música Erudita é mais meritória que a chamada Música Popular, não há como não ser um músico ou cantor de talento louvável sem o ser verdadeiramente e a custa de muito estudo e dedicação. A mídia não pode fabricar um músico erudito sem que o mesmo tenha minimamente capacidade técnico-musical, não são escândalos e até formosura, beleza física que podem erguer tal músico incapaz ao olimpo de algum reconhecimento.

Por ser universal e atemporal no seu alcance, a Música Erudita, é em certo aspecto democrática pelo talento singular de determinado músico, derrubando muros étnicos e nacionais. Frequentemente vemos músicos de nacionalidades historicamente inimigas e distantes tocando juntos, sendo regidos e em pefórmances de de compositores de países distantes ou estranhos originalmente à sua própria cultura.

Uma jovem pianista chinesa, regida por um maestro japonês, acompanhada por uma orquestra multirracial e multi nacional, podem tocar uma obra de um compositor russo migrado para a América, descendente de judeus.

A Música Popular entretanto é presa a guetos e restrita ainda que alguém teime em negar tal realidade à alguma etnia ou classe social, tendo menos permeabilidade nesse sentido.


Marnie Laird


Outro aspecto é que em casos excepcionais a música popular pela sua acrítica e fácil composição e produção tem realmente vida muito curta, enquanto a Música Erudita além de atravessar facilmente séculos, é revisitada como nova e reestudada proficuamente por novas gerações que não só revisitam aquela obra musical mas também perscrutam pelo sentimento e motivação de tal autor em meio a cultura que tenha vivido.

Essa música erudita vence convicções ideológicas: um jovem pianistas chinês criado do comunismo de seu país, longe da prática religiosa cristã, pode amar e tocar uma obra barroca religiosa de Bach ou a peça singular da Ave Maria.

Também, e não somente, a Música Erudita é fonte inquestionável de estudo para construção de verdadeira gramática musical para desenvolvimento técnico musical de instrumentos musicais, músicos e obras musicais a serem compostas.


Chacconne Klaverenga


 
Outrossim, a Música Erudita não discrimina idade ou gêneros unindo músicos de sexos diferentes em torno de mesmo instrumentos musicais de exigida técnica além de músicos mais jovens tocarem de igual para igual com músicos com décadas de experiência ou carreira com respeito e reconhecimento mútuo e natural.


Por Helvécio S. Pereira





 anne sophie mutter









Helene Grimaud








Lisa Batiashvili, violin & Hélène Grimaud, piano





Tina S




Lisa Batiashvili


 



Sayaka Shoji






Sayaka Shoji




HELENE GRIMAUD & VALERY GERGIEV 




Sayaka Shoji




Anne Sophie Mutter





Valentina Lisitsa




Anne Sophie Mutter




Meco Borra

terça-feira, 28 de março de 2017

ESSAS RUSSAS E SEUS PIANOS! A TÉCNICA E A PERSONALIDADE DA BELA ANASTASIA HUPPMANN






Music is the language of the soul, which connects people all over the world without words and touches them at the deepest levels. Precious musical pieces stand the test of time for many years, sometimes even for many centuries, and infatuate people’s hearts over and over again. This demonstrates anew how important music is for our lives. Young Russian pianist Anastasia Huppmann shares her passion for music with the audience and enchants the listeners with her brilliant interpretations of world-renowned music of Chopin, Beethoven, Liszt, Rachmaninov and other great masters of music history.





Chopin etude op 25 no 12 "ocean" [4K] Anastasia Huppmann









Chopin Etude Op 10 No 5 black keys Anastasia Huppmann







Beethoven - Moonlight Sonata no 14 op 27 #2




The Sunken Cathedral - La cathédrale engloutie by Claude Debussy




Frederic Chopin Fantaisie Impromptu in C sharp minor, Op 66






Heroic Polonaise in A-flat major Op 53 - Chopin (rehearsal)






Chopin etude op 25 no 1 Aeolian Harp / The Shepherd Boy





Liszt Hungarian Rhapsody No 11









Chopin three new etudes trois nouvelles etudes no 1 f minor





domingo, 4 de setembro de 2016

VEJA E OUÇA O GRANDE PIANISTA LANG LANG TOCANDO GERSHWIN, RHAPSODY IN BLUE E APRENDA A SENTIR A MÚSICA ERUDITA...

A música com a sua popularização e com a crescente possibilidade técnica que propicia produzir, fazer, criar música com muito conhecimento e com pouquíssimo conhecimento musical, com a possibilidade de transformar em dinheiro, em muito dinheiro qualquer coisa que se pareça vagamente com música, com a possibilidade real de agregar a uma pseudo música coisas e valores que nada tenham a ver com ela, com a música, permite que se ignore tudo ou quase tudo sobre ela nos dias de hoje.

Seria como fazer sexo com alguém , pode ser fazer por todos os motivos louváveis e reais, motivos esses de alta complexidade humana ou por nada, ou até criminosamente contra alguém. A escolha e as várias possibilidades estarão sempre diante de todos nós. Cabe a nós inteligentemente ou caoticamente escolhermos o caminho mais nobre, mais razoável, mais mentalmente recompensador. Curiosa ou desastrosamente muitos hoje nos meios acadêmicos ou oriundos destes defendem sem que nem para que, não há distinção entre uma possibilidade e outra, ou pior: o caminho mais fácil, o mais simplório, o mais acessível seja o caminho que sobreviva e ainda deva ser estimulado nas novas gerações.

A prova contundente e em contrário é justamente o fato de que a música produzida há muito tempo, ou até mesmo há algum tempo antes da atualidade, por músicos, que pouco ou muito menos em fama e em dinheiro ganharam com sua genialidade que nos enchem olhos e ouvidos seja a única que sobreviva, permaneça, reconhecidamente como genial, nobre, complexa, exaltada e que ainda em todos os países modernos, seja a única a ser preservada, aprendida, admirada e reconhecida, seja em países capitalistas ou socialistas, até em países que ficaram alijados e isolados sem essa musicalidade como o Alfeganistão, Iraque, na África, etc. É ainda a única que une realmente pessoas, de povos, de culturas diferentes e antes em muitos momentos inimigas, entre pessoas talentosas de idades, sexo, e etnia diferentes e diversas. A única acima de diferenças que fizeram tantas vezes povos em que essas pessoas e musicistas são originários, inimigos mortais.

Nessa postagem a interpretação, parte dela, de um jovem e virtuose pianista chinês, tocando um autor americano, filho de judeus russos, em um piano de marca nobre de um fabricante judeu, com músicos e plateia de pessoas tão diversas juntas em uma cidade imaginada e simbolicamente cosmopolita.

Mas atentemos para algumas ilusões ou certas ideias ditadas pelo senso comum:

Um músico erudito sabe mais que outro. ERRADO!

POR QUE?

Todo músico erudito, assim como todo médico tem obrigatoriamente formação semelhante e tecnicamente não há peça musical que um consiga tocar e outro não. O que difere um de outro e a personalidade, a preferência por tal e tal estilo, por tais e tais autores, etc.

Um músico erudito toca porque simplesmente sabe onde tocar, como um datilógrafo exímio que sabe digitar rapidamente e sem erro. ERRADO!

POR QUE?

O treino e a técnica realmente possibilitam que tais músicos toquem qualquer peça musical que lhes seja pedida mas a diferença vai além disso, bem além: o músico erudito percebe e "lê" o que ao autor intencionalmente colocou em sua obra e traz isso de volta na sua interpretação.

É possível usufruir da música em sua toda potencialidade sem estudá-la. ERRADO!

POR QUE?

A Música é originalmente complexa e genial. Os gregos nos legaram um grande presente, rico, singular e complexo. Ignorar tudo o que nos legaram e que foi desenvolvido historicamente de forma penosa e lenta, não é nem razoável e nem inteligente.

Por Helvécio S. Pereira


Lang Lang








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quarta-feira, 6 de julho de 2016

AS BELAS E JOVENS PIANISTAS DO MUNDO, A ALEMÃ, ALICE SARA OTT





Falamos tantas outras vezes em postagens anteriores acerca da beleza unida ao talento das grandes pianistas no mundo hoje. Incontáveis pianistas com mesma formação acadêmica, virtuosismo que nos brindam graciosamente com sua capacidade musical desenvolvida penosa disciplinadamente por décadas. e dessa vez lembramos de mais uma talentosa, jovem e bela pianista: Alice Sara Ott .


Por Helvécio S. Pereira








 

Alice Sara Ott Pianista Disponível em YouTube Spotify Deezer Nascimento: 1 de agosto de 1988 (27 anos), Munique, Alemanha Educação: Mozarteum University of Salzburg Indicações: Classic Brit Newcomer Award.














ALICE SARA OTT INTERVIEW

In less than five years, the 26-year-old German-Japanese pianist Alice Sara Ott has gained critical acclaim for her performances at major concert halls worldwide and has established herself as one of the most exciting musical talents of today.





interview 

 









PICTURES AT AN EXHIBITION - MUSSORGSKY - ALICE SARA OTT






 




ALICE SARA OTT -AVI AVITAL -FRANCESCO TRISTANO


 








ALICE SARA OTT PLAYS RAVEL'S PIANO CONCERTO IN G MAJOR - ENCORE: "LA VALSE"

 



 







 




DA SÉRIE: AS CARREIRAS DAS BELAS E JOVENS PIANISTAS DO MUNDO, A ALEMÃ, ALICE SARA OTT






Alice Sara Ott Grieg Piano Concerto in A minor Op. 16 FULL ~ Lorin Maazel
Falamos tantas outras vezes em postagens anteriores acerca da beleza unida ao talento das grandes pianistas no mundo hoje. Incontáveis pianistas com mesma formação acadêmica, virtuosismo que nos brindam graciosamente com sua capacidade musical desenvolvida penosa disciplinadamente por décadas. e dessa vez lembramos de mais uma talentosa, jovem e bela pianista: Alice Sara Ott .

Por Helvécio S. Pereira










Alice Sara Ott Pianista Disponível em YouTube Spotify Deezer Nascimento: 1 de agosto de 1988 (27 anos), Munique, Alemanha Educação: Mozarteum University of Salzburg Indicações: Classic Brit Newcomer Award.














ALICE SARA OTT INTERVIEWS

In less than five years, the 26-year-old German-Japanese pianist Alice Sara Ott has gained critical acclaim for her performances at major concert halls worldwide and has established herself as one of the most exciting musical talents of today.





interview 2











PICTURES AT AN EXHIBITION - MUSSORGSKY - ALICE SARA OTT









ALICE SARA OTT -AVI AVITAL -FRANCESCO TRISTANO











ALICE SARA OTT PLAYS RAVEL'S PIANO CONCERTO IN G MAJOR - ENCORE: "LA VALSE"












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