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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ARTISTA... ARTISTAS DE RUA.

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A
s pessoas já têm alguma dificuldade em ter uma noção mais próxima do que seja a Arte. O
que é um artista, quem é artista, a dificuldade e a confusão é ainda maior. Esse assunto já foi abordado em postagem anterior, ou seja, o trabalho do artista, o fazer artístico, partindo do pressuposto de que a pessoa já compreende o que seja a Arte, compreende duas áreas diferentes.

Essas duas áreas diferentes, poderíamos chamar de estágios diferentes,  são o fazer artístico, ou seja o conhecimento  e o desenvolvimento de uma  técnica, que por si só não faz do executor, um artista, um verdadeiro artista. Para ser um artista pintor, que trabalha com a linguagem da pintura, esse sujeito deve se apropriar da técnica da pintura primeiramente. Conjuntamente  ou mais posteriormente tomar conhecimento do já foi feito, do que está sendo feito por outras pessoas, para não correr o risco de reinventar a roda. Aliás esse é um erro muito frequente daqueles que se jactam de serem artista. Isso é História da Arte, estudar e compreender os diversos movimentos, a vida e a morte dos artistas, o lugar e o período em que viveram, etc. Até aí temos um, talvez um  professor de pintura, mas não um artista. Para ser agora um artista, ele tem  que produzir, com base na técnica adquirida e desenvolvida (quiçá por longos anos, isso e amadurecimento), conhecimento e ainda catalisar em si mesmo o seu tempo, a história e as transformações, angústias e sonhos de seu tempo e transferir isso tudo para a sua obra, seja uma canção, uma música, uma peça de teatro, um filme, uma  fotografia, uma pintura, um desenho, um HQ, etc, etc.

E o "artista" de rua? se ele estacionou no primeiro estágio, se avançou até o segundo, se atingiu o terceiro...ele é um artista... se não...não. Entenderam? e não é só o artista de rua...todos os que se propõem a ser "artistas". Ou são, ou não são , por esses simples critérios.


Para ilustrar o que falamos, que tal ver um artista de rua como em todas as grandes cidades do mundo, e também em pequenas cidades. Todos com um trabalho bastante parecido...

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CARICATURISTA DE RUA


Por Helvécio S. Pereira

Graduado em História da Arte, desenho e plástica pela EBA /UFMG

e em pedagogia pela FAE/UEMG

Professor de duas redes públicas em Belo Horizonte Minas Gerais e ex-formador  da GPLI, ligada à Secretaria da Educação da PBH por cerca de seis anos.

Blogueiro desde 2011, professor, compositor, pintor, ilustrador e desenhista

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Arte, Debates

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Debates são contribuitivos, na maioria das vezes, quando pelo menos provocam reflexão relacionada a um problema.Qualquer debate se torna desnecessário quando algo funciona bem, reconhecidamente bem. E esse funcionar bem não é baseado em opiniões mas em através de claros resultados. Ninguém reclama da economia se todos tem dinheiro no bolso,relativo poder aquisitivo e nenhum conflito familiar resultante de carências matteriais.

Todos, ou pelo menos, boa parte dos artistas verdadeiros, profissionais que se ocupam da educação artística ( não a matéria, a disciplina mas da necessidade natural das pessoas de conhecerem esse fenômeno humano que é a produção de obras que fazem parte do dizer artístico,sabem que algo não vai bem. Cada vez mais distante é o conhecimento artístico das pessoas que foi substituido pelas colunas de fofoca acerca de celebridades, facilmente confundidas como artistas pela população em geral. Nem de longe isso é conhecer e compreender a Arte.

Por outro lado a dúvida entre o fazer artístico, o pensar a Arte e "ler" a Arte, a sua produção como um todo. Esquece-se ou desconhece-se o embate histórico entre produzir novos artistas, entre usar a Arte como elemento terapêutico e entre fornecer informações acerca da Arte. A primeira opção é improvável ou seja de forçar a todas as pessoas a serem artistas,produzirem como artistas, desenharem, comporem, executar música em algum instrumento,etc.


No segundo caso a cada dia uma atividade livre, da moda, alienada de qualquer contexto que a arte poderia ser inserida. No terceiro casofornecer ao aluno uma enxurrada de informações sem uso prático acerca de obras , biografia de artistas, críticas acerca de produções artísticas, movimentos, novidades, etc. Em medida errada não produz a educação e a compreensão desejável. Tem-se a imprensão que foi ensinado Arte as pessoas e que esse aprendizado se tornou algo construtivo nas suas vidas, e isso de fato não aconteceu. Repito: é pelos resultados que se afere o trabalho feito.Temos e ainda teremos uma geração de adultos e jovens que não sabem,não entendem absolutamente nada acerca da Arte e pior: muitas vezes tiveram uma orientação completamente estapafurdia acerca da Arte. Ccompreender a Arte, pensar a Arteoisa difícil de consertar depois.

Afinal o que ensinar? O que aprender? Que significado e importância tem a Arte na vida de cada um de nós? O que é a Arte afinal de contas?

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