Navegue pelas diversas páginas

Mostrando postagens com marcador artista plástico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artista plástico. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de abril de 2010

DESENHANDO USANDO EDITORES DE IMAGENS










O ato de desenhar está intrissicamente ligado à capacidade  principalmente de ver e observar de quem desenha. O desenhista tem uma mente capaz de registrar o que é observado e dependendo de seu temperamento poderá traduzir essa observação sintética ou analíticamente. Analítica se registra através de suas linhas e traços o máximo de detalhes, aproximando o seu registro da realidade, sendo uma cópia da mesma o mais exato possível. Sintética se capta detalhes, julgados por ele mais importantes e inconfundíveis.

O senso comum indica que desenhistas e demais artistas nascem com um "dom especial". Isso é apenas verdade em parte, pois se entendermos que certas caracterísiticas mentais e motoras são importantes para que o indivíduo desenhe, por outro lado alheia a cultura e a contribuição de outros que produzam desenhos, antes dele e ao seu redor, a sua produção gráfica e maneira portanto de desenhar podem ficar indefinidas. Por outro lado, guardadas as proporções, qualquer pessoa pode, é passível do aprendizado do desenho, assim como dirigir um automóvel, andar de bicicleta, nadar, ler e escrever, aprender um outro idioma.

Hoje o computador e aplicativos instalados em seu sistema operacional podem automatizar os processos mentais do desenho a partir de fotografias, simulando estilos e os muitos elementos que se cruzam em um trabalho artístico, como tipo de lápis, de pincéis, de papéis e outros suportes. Além da correção, rearranjo, corte, adição, sobreposição, etc. Abaixo um exemplo de uma fotografia de moda "transformada" em desenho. Um desenhista pode conseguir o mesmo resultado do mostrado abaixo mas é impossível não se reconhecer o resultado artificial atingido pelo uso do aplicativo, por não conter "erros" ou decisões variáveis que certamente um artista tomaria. É um desenho "sem emoção" demais, mas mesmo assim bonito e inteirametne apropriado a certas aplicações. Usou-se, no caso, alguns filtros e o programa usado foi Editor de Imagens GIMP 2.68, um editor de imagens de código aberto, gratuito, tanto para as plataformas Windows, Linux e Mac.

Trata-se apenas dos quase infinitos resultados passíveis de serem conseguidos a partir da mesma fotografia ou imagem. O gosto e a sensiblidade final do artista é que possibilitam a escolha final. Vale a pena dizer que esses editores de imagem possibilitam que sabe ver mas não tem o treino ou a acuidade manual para o desenho. Entretanto o resultado melhor só obtido por quem além de saber usar o programa como ferramenta que agilisa o trabalho sabe desenhar também com lápis e papel.



















sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ASSIM NÃO DÁ!!! SALVEM-NOS OS SIMPSONS...

.


Que o ensino de Artes no Brasil é problemático por uma série de motivos não há nenhuma dúvida.
Se você pergunta a alguém, qualquer um, o que é Arte para ele, as respostas são as mais surreais possíveis. Se você pergunta a alguém que teve acesso a uma escolaridade maior, além de uma graduação, uma especialização, ainda encontrará depoimentos e respostas que indicam que até essa parcela da população não teve informação mínima desejável relacionada a Arte.

Se você pergunta a artistas, gente do meio, pode até encontrar pessoas que por terem tido uma formação teórica interessante ou buscado essa informação depois saiba de uma forma clara e didática falar sobre o assunto. Mas a média geral não é boa. Lembro-me que a Rede Minas, uma Tv estatal aqui do estado de Minas Gerais, veiculou uma entrevista com alguém conhecido do mundo artístico regional. Um programa de entrevistas com mais de uma hora de duração, e o sujeito só falou bobagens, todas tiradas de uma cabeça ignorante senão com um bom nível de perturbação. Mas o sujeito tinha uma produção um fazer artístico, digamos "importante". Olhem que a rede Minas é uma tv "educativa" que para fazer média, parecer eclética, abriga uma série de programas de intenção e práticas duvidosas, tudo com o dinheiro público. Programas que nem os produtores assistem duas vezes.

Em uma importante revista destinada a discussão de práticas pedagógicas, a "Nova Escola", uma pedagoga com especialização, mestrado, etc,etc, reclamava que nunca
teve formação em música,durante toda a sua vida escolar, e portanto não sabia nada desse assunto e se ressentia dessa falta de conhecimento nessa área. Não poderia ela ao longo da vida ler sobre o assunto? Ter aprenddido por outras vias? Ou será que pedagogicamente eu só posso aprender ou saber algo se for dentro da estrutura: matéria,revisão da matéria, atividade para nota, prova,etc? O aprender sozinho, o aprender por prazer, o informar-se com alguém, o conversar sobre o assunto não é interessante em termos de aprendizado?

Participei de uma das várias reuniões sobre o conteúdo de Arte a ser ministrado na rede municipal de ensino de Belo Horizonte. Os vários professores representados e participantes da reunião, estavam os legalmente licenciados para o cargo ou seja: os graduados em Desenho e Plástica, os graduados em Teatro e os graduados em Música. Quando informados que todos deveriam dar uma aula que abrangesse todas as três áreas começou o dilema. Houve até lágrimas e desespero. "Eu sou formada em teatro como poderei ensinar música aos meus alunos?" "não tenho essa prática, como poderei ensinar teoria musical?",etc.etc.

Os professores com formação em desenho e plástica também reclamaram. Pergunto eu:
se trabalho com a linguagem artística, presupõe-se que eu tenha no mínimo uma sensibilidade direcionada as demais linguagens artísticas. Por que não informar-me minimamente sobre elas? Um pintor que não goste de música e que não saiba o que é uma música de qualidade seria algo razoável? E assim os outros que trabalham com outras linguagens. Aparentemente quem gosta de uma modalidade de Arte, pelo menos,
se sensibiliza com as demais linguagens. Um músico admira o trabalho de um pintor
ainda que saiba mínimamente sobre a pintura e vice-versa. Não é isso razoável e
desejável? Eu acho que sim.


Essa semana, durante uma reposição de aulas, devido a greve de um mês na rede estadual de educação, dentro do meu planejamento e a após uma explanação aos alunos com toda a clareza, das razões pelas quais iríamos assistir um desenho animado, ouvi por parte de uma aluno, a fala da supervisora ( pedagoga )quando da entrega da chave do equipamento. Algo desse tipo:

-" passar desenho animado para a oitava série?..."

A noite uma aluna do ensino médio, ao passar pela porta da minha sala e ao encontrar-se comigo enquanto me dirigia a diretoria para um outro assunto resmungou:

-" passando desenho animado para turma professor..." Ao que eu retruquei:

-" quem disse que desenho animado é para crianças?" e ela ainda disse:-" é sim, não tem nada a ver..."

Ao que eu retruquei novamente:

-" Não é não...te ensinaram errado a vida toda..."

O pior do que não ensinar nada é ensinar errado. Na maioria dos casos o ensino de arte é tão inócuo, embora pareça grandioso, no tempo, no espaço que ocupa eventual mente na escola , o aluno continua a ouvir a porcaria de música veiculada pela mídia, não entendendo um filme, rindo-se dos contornos de um corpo feminino e seios nus em uma pintura acadêmica, admirando a pinchação e achando o "grafite" que invade os muros e paredes da cidade o máximo ( aliás é um assunto ótimo para uma outra postagem).

Alíás o desenho em questão em ambos os casos era dos SIMPSONS...

Assista a seguir o primeiro episódio dos SIMPSONS que data de 1987. Uma maravilha!
.



.

COMPARTILHE ESSE POST!

AS MAIS VISTAS NO BLOG

AMADORES...quando vídeo e música se fundem

GALERIA DE ARTE

GALERIA DE ARTE
Retrato de mulher Artista Henrique Maciel BH/MG técnica Grafite sobre papel
Powered By Blogger

Estamos cadastrados no BlogBlogs!

Marcadores