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domingo, 5 de outubro de 2008

O Simbolismo na Arte/ Obras do artista Jeff Koons

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Toda linguagem é essencialmente simbólica. Um gesto não guarda em si nenhuma relação intrínsica com a idéia que transmite. Prova disso é que um mesmo gesto
tem significado e transmite idéias diversas em lugares e culturas diferentes.

Não confunda com "Simbolismo" movimento como movimento artístico.


A Arte como linguagem é , de certa forma, sob certo aspecto, mais simbólica
ainda, por ser de criação coletiva e altamente dinâmica com contribuições
individuais e imediatas.


Esse simbolismo é complexo e na maioria das vezes não é superficial
escapando a um olhar desatento ou a pouca informação. Há duas tendências
importantes e indesejáveis, que devem ser evitadas: uma é a supervalorização
do simbolismo na Arte dando origem a idéia errônea de que todo artista é
um vidente ou profeta e que esconde em cada detalhe de sua obra algo tão
importante e apocalíptico que deva ser crido como verdade revelada; outra
é de desprezar-se qualquer implicação ou intenção em um detalhe inteligentemente
colocado naquele momento e lugar.

Um exemplo, entre outros, é o trabalho cenográfico no cinema em oposição
a uma novela televisiva. No primeiro caso cada movimento, cada detalhe é
exaustivamente estudado. No segundo caso, o volume de cenas gravadas
para cada capítulo não requer um detalhamento do mesmo nível. Eventualmente
um trabalho se aproxima do outro em alguns momentos.

O centro geométrico do afresco “ A Última Ceia” de Leonardo da Vinci,
as figuras femininas da “Estátua da Liberdade” ou da“ Justiça “, “O Cristo
Redentor” ou milhares de exemplos no teatro, no cinema, na pintura, na
música, na arquitetura, etc, são exemplos do simbólico na Arte, detalhes
que “falam”, nos dizem, ou querem nos dizer mais coisas do que um olhar
desatento ou despreparado consegue ver.

Que tal dar uma olhada em algumas obras do artista Jeff Koons em Nova York?
Veja o vídeo abaixo:

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O OLHAR

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Vivemos em uma sociedade que mais do que em qualquer outra época na história humana usa e abusa do apelo visual. Somos bombardeados insistentemente, todos os dias, em todos os momentos por imagens que, usadas intencionalmente, chamam a nossa atenção. Essas imagens
nos convidam
a COMPRAR, EXPERIMENTAR, USAR, GOSTAR, SER, TER...

Essas imagens podem ser fotos, desenhos, animações.

Podem apenas completar informações verbais ou finalmente substituí-las.

Podem ser simplórias, elaboradas, diretas ou subliminares.

As diversas linguagens da Arte apelam em sua grande maioria para a nossa capacidade
única de olhar. Uma pintura, um desenho, uma imagem fotográfica, um desenho animado,
um filme, gifs animados em uma tela de computador, uma apresentação de slides, etc.

E não são as crianças que se detêm entertidas pelo movimento, pelas cores ,pelas
formas, mas contrariamente esse processo é muito mais eficiente nos adultos embora
não confessem isso diretamente.

Um certo pintor medíocre é até hoje considerado um dos mais influentes artistas do século XX ao lado de Pablo Picasso, nada menos que Marcel Duchamp.

Talvez por não ter um talento especial para a pintura, por não conseguir produzir
nenhuma obra importante dentre os seus contemporâneos, finalmente desistiu de ser um pintor. Qual foi então sua grande contribuição? Qual foi a sua grande sacada? Ele levou-nos a repensar o nosso olhar.

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

A Arte e o Homem

Pergunta-se : Qual o objetivo da arte? A que ou a quem ela, a Arte, dirige o seu olhar,
concentra os seus esforços?

A resposta : toda a Arte dirige-se ao homem, ao ser humano, as suas relações
com ele mesmo, interroga, pergunta acerca de sua natureza, força, presença no mundo
e seu destino.

Ao artista se impõe a sensibilidade, a criatividade, e o exercício em uma técnica
que deverá servir a um objetivo: apresentar a obra de um modo cada vez mais complexo

e subjetivo para que o expectador, o ouvinte, o leitor, dialogue através da obra com
o seu autor e veja a sim mesmo, veja o outro, veja toda uma espécie, a espécie humana.

Um pintor cria uma cor, elabora uma composição, desenvolve um tema. Assim outros
artistas ao empregarem suas respectivas linguagens, aprimoram, melhoram , se tornam
únicos e insuperáveis naquilo que criaram e desenvolveram.

Para pensarmos melhor sobre o assunto, vejamos o vídeo de duas atletas, as quais,
desenvolveram ao máximo suas habilidades e a capacidade de fazerem seus músculos e
tendões proporcionarem uma grande elasticidade além de mostrarem toda a beleza de
um corpo feminino. Corpo a ser usado na dança, na acrobacia, enfim na expressão
corporal.


O vídeo abaixo é uma homenagem a preparação, sem a qual não há
expressão por parte do verdadeiro artista em toda a sua força.

Duas garotas ginastas, de uma família circense mostram como é a sua rotina de treinos
e ensaios para apresentações. O espetáculo circense reune música ,teatro,
ginástica e dança além de outras expressões artísticas.


O artista prepara-se para expressar-se enquanto se apropria e aprimora a sua técnica e então tudo o que tem a dizer , a mostrar, explode diante de nós com toda a sua beleza e complexidade.

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