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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

POLÊMICA: É ARTE OU NÃO É ARTE? É ARTISTA OU NÃO É UM ARTISTA?

ENSAIO HUM

I
ndubitavelmente há certas ocupações e profissões que se mostram socialmente mais honrosas que outras temporal ou circunstancialmente. Ser artista, por exemplo, já passou por uma ocupação ou profissão importante, maior e menor, retornando a uma dessas condições temporalmente.

Se antes ser artista caracterizava desocupação, preguiça, improvisação, não sujeição às normas sociais mais aceitas, desinteresse pelo estudo ou pela informação formal, hoje ser um ou uma "artista" como sinônimo de celebridade,parece capacitar a qualquer um a ser uma espécie de portador e certo arauto de determinada verdade. Sociedade e próprios aspirantes a artistas parecem ultimamente reforçar esse falso caráter positivo de artistas e da Arte.

Sobre a mais recente polêmica acerca do que seja ou não Arte, quem seja ou não artista, portanto essa postagem trata exatamente disso e que coisas podem ser mais claras nesse confuso e nem sempre honesto por parte do corporativismo de alguns artistas.

Até que ponto uma formação técnica ou acadêmica é necessária ou ainda é questionável em uma pressuposta produção artística individual coletiva?

A Arte é de fato composta por várias linguagens dentro de si mesma ( como pintura, desenho, escultura, urbanismo, cinema, fotografia, moda, música, dança, etc. ) e cada uma delas com seu relativo e crescente grau de sofisticação e de complexidade deva ser mantida e considerada.

Além do apontado há algo na Arte como certo grau de subjetividade, discurso indireto, sintético com lacunas e inexatidões, se revestindo na maioria das vezes de uma pressuposta verdade embora se coloque como aventadora de tal verdade.

A Arte se caracteriza, como dito, anteriormente como a MANEIRA ou MODO menos simples de expressão de qualquer opinião, pensamento, ideia ou crença.

Quando um ou mais artistas produzem uma obra artística, ao pintarem quadros, comporem músicas, criarem peças de moda, desenharem HQs ( histórias em quadrinhos ), fazerem filmes, o fazem do modo mais indireto e muitas vezes incompleto: com rodeios e lacunas, tudo o que de outro modo poderia ser dito objetiva e mais diretamente.

Há de se lembrar objetivamente que todas as atuais profissões modernas se constituíram como tal a partir do empirismo, evoluindo para um discipulado até se tornarem resultado de formação técnica ou acadêmica. Com a Arte e os artistas não sucedeu diferentemente.

Ainda hoje após uma formação acadêmica formal, legal, muitos artistas profissionais de formação acadêmica formal se submete a um tutor com maior idade e experiência como ocorre com pianistas virtuoses jovens. O mesmo sucedo com pintores, cineastas, diretores de cinema, atores e atrizes. Grandes arquitetos tem aprimorado sua experiência e enriquecido seus referidos currículos passando por grandes ateliês de arquitetura e de urbanismo.

Logo é perceptível e comprovado que muitos artistas são, diferentemente, de outras áreas profissionais, trabalhadores e profissionais que muitas vezes, e quase sempre , são assim reconhecidos pelo fato da classe artística os reconhecerem como tal e não pelo fato de o serem de fato.

Há uma tradição de que se determinado indivíduo produz seu trabalho em algum lugar com características de espaço de arte e se seu fazer apresenta característica de um fazer artístico tal sujeito é logo "um artista".

Outro ponto é que não há de fato nenhuma relação direta do fato do indivíduo ser um "artista", ter domínio da técnica da linguagem que se propôs a usar para se expressar ou domínio ou fundamentação inquestionável, certezas sobre o que exterioriza e sobre o que ele "artista" aborda em sua obra.

Há ainda o fato que  a Arte e os artistas sempre estiveram a serviço de uma ideia, crença , ideologia, opinião ou ativismo: a falácia da "arte independente" historicamente não existe. Os artistas para sobreviverem e se promoverem sempre refletiram as correntes de pensamento com maior força religiosa, política, ideológica ou com viés ou possibilidade revolucionária, sobre esse aspecto nenhum artista ou expressão artística tem mérito em si mesma. Artistas após as mudanças impactantes nas sociedades e no pensamento humano podem simplesmente lamentar-se ou gabar-se de terem defendido  causas erráticas ou por sorte estarem listado historicamente do lado dos vencedores.

Curiosamente o judaísmo e o cristianismo ( pré-catolicismo romano ) não tem a sua fé sustentada em algumas manifestações artísticas como esculturas e pinturas as mesmas como exemplos a seguir são erráticas mesmo produzidas por artistas de técnica e talentos admiráveis.

A Arte sob essa análise deixa de ser importante já que artistas reconhecidos na sua realidade não são profetas nem tão pouco sábios iluminados, descobridores e anunciadores de verdades absolutas, críticos cujas análises possam ser de fato levadas em conta, pessoas a serem ouvidos com destaque acima das demais vozes e instituições? não!

De fato a ignorância das massas ( não sobre arte, não como simploriamente certos artistas atribuem a burrice do público, por "não entenderem de arte", acusação de ativistas com superficialidade ) em não dominarem as singulares técnicas de cada linguagem artística é que causa comoção e admiração exagerada. Na Coreia do Sul, todas as meninas aprendem piano desde a infância, nas palavras de uma jovem e virtuose pianista coreana, ser pianista na Coreia do Sul é muito mais do que saber tocar piano. Lá há pelo menos duas décadas toda uma geração de garotas tocam piano, leem partituras e dominam a teoria musical com naturalidade. Não é como no Brasil onde qualquer cara de pau, aventureiro,teno gravado um CD, já obtém por força da legalização uma carteirinha concedida pela Ordem dos Músicos.

Essa mesma ignorância ou limitação no momento do debate acerca do assunto, uns pela forma simplória como julgam poder falar sobre a Arte, outros por corporativismo e compartimentação do saber artístico: quando artistas aparentam ou mostram conhecimento "artístico" ele é bastante restrito, mesmo quado dominado à sua restrita área de atuação e de produção, assim por autoproteção e repito por corporativismo simplório se auto defendem na ignorância mais crassa e patética.


Helvécio S.Pereira *


Graduado em Desenho e Plástica e História da Arte pela EBA/ ESCOLA DE BELAS ARTES/ UFMG
Pedagogo, graduado em Supervisão pedagógica, com licenciatura em matérias pedagógicas / UEMG


OS EXEMPLOS ABAIXO  CONSTITUEM EXEMPLOS DE "ERROS" COMETIDOS POR ARTISTAS RECONHECIDOS UNIVERSALMENTE EM NOME DO PENSAMENTO E DA CRENÇA DOMINANTE EM SUA PRÓPRIA ÉPOCA

 



Ninguém questiona que a tradicional ceia realizada por Jesus Cristo junto as seus discípulos não poderia como certamente não foi, do modo que o genial Leonardo da Vince retratara? por exemplo o costume da época era comer deitado de um lado, sobre almofadas ou sentados no chão ao redor de uma pequena mesa baixa!

Se acertadamente a despeito da importância da obra e da lembrança que produz em nós espectadores e crentes ela é factualmente errática e feita segundo a encomenda e gosto dos seus encomendadores, como um arte contemporânea exposta em um museu com um curador confessadamente inclinado e simpático a diferente ordem social e à uma reengenharia social pode definitivamente sr considerada portadora de uma "verdade" e iluminador sob os mais superficiais critérios práticos sendo louvada e defendida como "livre" e acima de qualquer crítica razoável ? É óbvio que não!



COMO IMPORTANTES OBRAS DE ARTE RECONHECIDAS UNIVERSALMENTE SÃO RESULTADO ÚLTIMO DE INÚMERAS INFLUÊNCIAS DE SEU TEMPO








quarta-feira, 4 de março de 2015

ESCULTURAS / A LINGUAGEM SINGULAR DA ESCULTURA



Esculturas são objetos concebidos geralmentre para contemplação pública ( destinadas a seren vistas por mais pessoas que uma pintura ou um desenho, por exemplo ) destinadas a serem expostas e vistas vinte e quatro horas por dia, todos os dias, por abnos a fio, atravesando décadas e até séculos e milênios.

O processo de criação vai da intuião, da concepção, desenhos iniciais e ás vezes moelagem. As esculturas monumentais são finalmente construidas por empresas de engenharia. Como exemplos dessas ESCULTURAS MONUMENTAIS modernas temos o Cristo Redentor do Rio de janeiro e a Estátua da Liberdade em Nova York. A primeira construida finalmente de concreto armado e a segunda de latão sobre estrutura de ferro e aço.


Por Helvécio S. Pereira






















CONSTRUÇÃO DO CRISTO REDENTOR, FOTOS DA ÉPOCA E NOVAS FOTOS POR OCASIÃO DA RESTAURAÇÃO DO MONUMENTO

Em 1859 o Padre Pedro Maria Boss sugeriu a Princesa Isabel à construção de um monumento religioso. Quando se iniciavam os preparativos para as comemorações do centenário da Independência do Brasil em 1921 retomou-se a ideia.
Entre os possíveis lugares para a construção estavam o Corcovado, o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio. Optou-se então pelo Corcovado, pela ótima localização, sendo possível a sua visualização de várias pontos da cidade do Rio de Janeiro. Em 1922, um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes solicitou ao presidente Epitácio Pessoa que a estátua fosse erguida. O presidente então doou o topo do Morro do Corcovado para a construção do monumento.
Ao contrário do que muitos pensam o Cristo não foi construído com doações da França, e muito menos foi um presente do governo francês para o Brasil.
Em setembro de 1923, começava uma campanha nacional para arrecadação de fundos para a obra. A sociedade em geral se mobilizou. Venderam rifas, fizeram festas, escoteiros pediam dinheiro nas portas das casas e até as tribos dos Bororós do estado do Mato Grosso contribuíram.  A campanha durou cerca de 10 anos e angariou o equivalente hoje a cerca de 9 milhões de reais.

A obra teve inicio em 1926, dentre as pessoas que colaboraram para a realização, podem ser citados o engenheiro Heitor da Silva Costa (autor do projeto), o artista plástico Carlos Oswald (autor do desenho final do monumento) e o escultor francês de origem polonesa  Paul Landoswski (executor dos braços e do rosto da escultura).

O projeto para elaboração do monumento durou 5 anos e a construção outros 5, não há registros  da quantidade de operários que trabalharam nas obras do Cristo Redentor durante o período de construção do monumento.
Apesar da altura e dos ventos fortes, não houve nenhum acidente grave durante a construção, quase um milagre, já que os empregados ficavam pendurados em andaimes sem qualquer segurança.


Construção_do_Cristo_Redentor,_c._1906
O Cristo foi feito de concreto sobre uma tela de aço colocada sobre o molde original de gesso, pedaço por pedaço. Na argamassa usaram areia, açúcar e óleo de baleia. Para revesti-lo, donas de casa voluntárias cortaram triângulos de três centímetros de tecido, sobre os quais foram colados pedaços de pedra-sabão, material resistente a intempéries.


De envergadura, possui o Cristo 29,60 metros sendo que o braço esquerdo é imperceptivelmente menor 40 centímetros, para dar maior estabilidade à imagem. A cabeça de Cristo está inclinada 33 centímetros para frente e sua coroa serve como para-raios.
            
O então chefe do governo provisório, Getúlio Vargas comandou a inauguração em 12 de outubro de 1931.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo_Redentor
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/construcao-cristo-










COMO FOI CONSTRUÍDA A ESTÁTUA DA LIBERDADE?


Tudo começou nos arredores de Versalhes, nas proximidades da capital francesa, Paris, em 1865, durante um jantar na casa do historiador e jornalista Edouard de Laboulaye. Oficialmente, o monumento foi idealizado para homenagear os Estados Unidos no centenário da sua independência e, ao mesmo tempo, celebrar as boas relações entre os dois países.

Nos bastidores, porém, foi uma prova de força da sociedade secreta maçônica, da qual até o escultor, o francês Fréderic-Auguste Bartholdi (1834-1904) fazia parte. O trabalho começou em 1875 e exigiu dez anos. A "casca" foi feita com 80 toneladas de cobre norueguês, que, batido à mão, resultou nas formas da grande dama. O processo se assemelhou a um quebra-cabeça de muitas peças, montado sobre uma estrutura de aço projetada por Alexandre Gustave Eiffel (o mesmo da famosa torre parisiense).

O rosto da estátua teve como inspiração as feições da mãe de Bartholdi. Em 1885, toda pronta e tinindo, com 46,50 metros e pesando quase 225 toneladas, a estátua precisou ser desmontada e acondicionada em 214 caixas antes de ser embarcada para Nova York, onde reina sobre um pedestal de alvenaria erguido pelos americanos na ilha Liberty - na época conhecida como Bedloe’s. A inauguração aconteceu em 28 de outubro de 1886, com direito à presença do então presidente Grover Cleveland, chuva e parada militar. "Liberdade Iluminando o Mundo" é o nome de batismo da mulher de tocha na mão - imagem emblemática que concorre com a do Tio Sam e com a própria bandeira do país entre os símbolos americanos mais conhecidos no resto do planeta. Incluindo a base, o colosso alcança 93 metros. Na mão esquerda, uma tábua assinala o Dia da Independência dos EUA - 4 de julho de 1776.

No pedestal, lê-se o poema The New Colossus, de Emma Lazarus, com os versos: "Tragam a mim os exaustos, os pobres, as massas confusas ansiando por respirar liberdade". Cerca de 4,2 milhões de visitantes atendem ao chamado anualmente.

A cara da mãe O escultor Fréderic-Auguste Bartholdi teria usado duas modelos muito especiais para compor o visual da gloriosa estátua: a mãe, Charlotte, que inspirou as feições do rosto, e a noiva, de quem ele copiou a silhueta do corpo.

Modelagem à francesa Ainda na França, moldes de madeira e gesso serviram para tornear as 300 placas de cobre que compõem a "casca" da estátua. A coroa de sete pontas, a tocha e o livro são símbolos maçônicos.


Entrega a domicílio O presente francês foi embalado para viagem e despachado para Nova York no porto de Rouen, em junho de 1885 - quase não chega, vítima de tormentas em alto-mar. Inaugurada em 1886, a estátua passou por duas reformas: em 1938, e em 1986, seu centenário.

Base, esqueleto e pele Montagem da estátua teve três etapas 1. O pedestal foi construído pelos americanos entre 1884 e 1885. Seus pilares foram erguidos em torno das paredes de um antigo forte, que recebeu como recheio um imenso volume de concreto.

2. O esqueleto de Lady Liberty é de ferro: uma estrutura projetada por Gustave Eiffel (o da torre parisiense), erguida em torno de um pilar central, que sustenta barras diagonais para fixar as placas de cobre.






3. As placas de cobre que formam a camada externa foram unidas com rebites. No miolo, há uma escada com 354 degraus (o elevador interno só vai até a plataforma, logo abaixo dos pés da estátua).



*FOTO DO ENGENHEIRO NA CONSTRUÇÃO DA TORRE EIFFEL









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