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quarta-feira, 5 de julho de 2017

QUAL SERÁ O FUTURO DA MÚSICA? OU: COMO PODE E DEVA SER A NOSSA RELAÇÃO COM A MÚSICA? ATUALIZADO COM VÍDEOS QUE VÃO COMOVER VOCÊ!



Como toda invenção humana, a Música também passa por fazes bastantes previsíveis.

1) Descoberta ( que pode e deve ser compreendida como umas fascinação inicial e não como descoberta de algo pronto )

2) Organização – nessa fase são lançadas as bases de algo que se pretenda desenvolver;

3) Desenvolvimento – essa fase deve ser entendida como uma fase de aperfeiçoamento natural movida pelo deslumbramento de algo novo;

4) Esgotamento – essa fase é a mais longa e é caracterizada pela quase ausência de inovação.





M
as afinal em que a compreensão desse fenômeno melhoraria a nossa relação com a música atual e com o produto que a chamada indústria do entretenimento produz e nos impinge?




Sensacional,não?






O futuro da música se encontra na própria expansão do aprendizado teórico da música, domínio do canto e da execução instrumental, da composição, mas também da consciência do seu impacto social como um dos elementos moldadores de comportamentos e de valores.



Por diversos motivos e em diversas ocasiões históricas, sociedades através de regimes de governo mais diversas restringiram ou direcionaram a música no âmbito social impedindo que ela se tornasse um elemento socialmente pernicioso.

Isso ocorre ainda hoje em diversos níveis em sociedades politica, ideológica e religiosamente diversas.


A grande e milenar China, embora seja comunista, incentiva e propicia que seus músicos, muitos hoje entre os melhores do mundo, sem nenhuma restrição ideológica ou nacional, incorporem e executem as mais reconhecidas peças musicais universais, incentivando dessa maneira a sua população de quinze a trinta anos constituírem hoje um dos maiores públicos do que seja realmente boa música e música de valor.


Um menino, muito jovem toa um velho piano, mas ruas de Liverpool, em troca de doações mas não se entristeça com isso, ele pode aprender música de qualidade uma realidade bem diferente do que novas gerações brasileiras têm em escolas públicas.




A boa música acrescenta: sensibilidade, percepção, bom gosto,elevação.



E comprovadamente temos músicos de etnias e nacionalidades diversas, entre compositores e composições, regentes e plateias perfeitamente multinacionais e multiétnicas.






A persmissividade musical irresponsável comprovadamente não corrobora para o melhor desenvolvimento social. Na Coreia do Sul, uma democracia e uma sociedade capitalista em que boa parte do que se produz intelectualmente é fortalecido pelo viés econômico ou na Arábia Saudita com um governo atrelado a certo grau de teocracia, ou no Irã, ou na China uma república comunista, em Cuba ou ainda em vários países hoje em pleno século XXI.





Nesses países o ensino de música é fomentado e ensinado desde os níveis mais básicos da educação lançando bases para os que apresentarem interesse e aptidão em formação superior com músicos, cantores, regentes, arranjadores, compositores, críticos e produtores musicais, além de um público ouvinte de música mais exigente e capaz de usufruir da música o melhor que ela tenha e possa oferecer e proporcionar prazer e crescimento humano individual.






São vários os exemplos de que como uma formação musical não se perde com o tempo e nem diante das maiores dificuldades sociais, pessoais e econômicas.





E os exemplos de anônimos são notáveis nessas sociedades e países






Antigas canções sendo ainda aprendidas e tocadas por pessoas bem jovens e de países de culturas diversas das mesmas...



E não há idade ou condição especial para isso, desde que uma boa educação musical seja proporcionada.


Por Helvécio S. Pereira



VÁRIOS VÍDEOS:





Quando pianistas consagrados tocam nas ruas em meio as pessoas voluntaria e graciosamente



E há exemplos emocionantes a partir de uma boa e recomendável educação em música.



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..mais:



...e mais:







...e mais:







... e mais:




... e nem eu escapei de uma experiência dessas... foi legal, pretendo fazer de novo de uma maneira mais planejada





E até Elton John dá uma canja em um local público em Londres...





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domingo, 4 de setembro de 2016

VEJA E OUÇA O GRANDE PIANISTA LANG LANG TOCANDO GERSHWIN, RHAPSODY IN BLUE E APRENDA A SENTIR A MÚSICA ERUDITA...

A música com a sua popularização e com a crescente possibilidade técnica que propicia produzir, fazer, criar música com muito conhecimento e com pouquíssimo conhecimento musical, com a possibilidade de transformar em dinheiro, em muito dinheiro qualquer coisa que se pareça vagamente com música, com a possibilidade real de agregar a uma pseudo música coisas e valores que nada tenham a ver com ela, com a música, permite que se ignore tudo ou quase tudo sobre ela nos dias de hoje.

Seria como fazer sexo com alguém , pode ser fazer por todos os motivos louváveis e reais, motivos esses de alta complexidade humana ou por nada, ou até criminosamente contra alguém. A escolha e as várias possibilidades estarão sempre diante de todos nós. Cabe a nós inteligentemente ou caoticamente escolhermos o caminho mais nobre, mais razoável, mais mentalmente recompensador. Curiosa ou desastrosamente muitos hoje nos meios acadêmicos ou oriundos destes defendem sem que nem para que, não há distinção entre uma possibilidade e outra, ou pior: o caminho mais fácil, o mais simplório, o mais acessível seja o caminho que sobreviva e ainda deva ser estimulado nas novas gerações.

A prova contundente e em contrário é justamente o fato de que a música produzida há muito tempo, ou até mesmo há algum tempo antes da atualidade, por músicos, que pouco ou muito menos em fama e em dinheiro ganharam com sua genialidade que nos enchem olhos e ouvidos seja a única que sobreviva, permaneça, reconhecidamente como genial, nobre, complexa, exaltada e que ainda em todos os países modernos, seja a única a ser preservada, aprendida, admirada e reconhecida, seja em países capitalistas ou socialistas, até em países que ficaram alijados e isolados sem essa musicalidade como o Alfeganistão, Iraque, na África, etc. É ainda a única que une realmente pessoas, de povos, de culturas diferentes e antes em muitos momentos inimigas, entre pessoas talentosas de idades, sexo, e etnia diferentes e diversas. A única acima de diferenças que fizeram tantas vezes povos em que essas pessoas e musicistas são originários, inimigos mortais.

Nessa postagem a interpretação, parte dela, de um jovem e virtuose pianista chinês, tocando um autor americano, filho de judeus russos, em um piano de marca nobre de um fabricante judeu, com músicos e plateia de pessoas tão diversas juntas em uma cidade imaginada e simbolicamente cosmopolita.

Mas atentemos para algumas ilusões ou certas ideias ditadas pelo senso comum:

Um músico erudito sabe mais que outro. ERRADO!

POR QUE?

Todo músico erudito, assim como todo médico tem obrigatoriamente formação semelhante e tecnicamente não há peça musical que um consiga tocar e outro não. O que difere um de outro e a personalidade, a preferência por tal e tal estilo, por tais e tais autores, etc.

Um músico erudito toca porque simplesmente sabe onde tocar, como um datilógrafo exímio que sabe digitar rapidamente e sem erro. ERRADO!

POR QUE?

O treino e a técnica realmente possibilitam que tais músicos toquem qualquer peça musical que lhes seja pedida mas a diferença vai além disso, bem além: o músico erudito percebe e "lê" o que ao autor intencionalmente colocou em sua obra e traz isso de volta na sua interpretação.

É possível usufruir da música em sua toda potencialidade sem estudá-la. ERRADO!

POR QUE?

A Música é originalmente complexa e genial. Os gregos nos legaram um grande presente, rico, singular e complexo. Ignorar tudo o que nos legaram e que foi desenvolvido historicamente de forma penosa e lenta, não é nem razoável e nem inteligente.

Por Helvécio S. Pereira


Lang Lang








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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A VIDRAÇA PELA PAISAGEM... NA MÚSICA.

.


M
úsica
...uma das várias linguagens da Arte. Talvez a mais popular,
a mais acessível e a mais versátil do ponto de vista estético e cultural.
Mas como linguagem é meio,gramática, deve apenas carregar algum sentido,
Ideia, sentimento, crença.

Quem ouve uma música, por várias razões incluindo mecanismos biológicos
estritamente humanos, deve procurar sentir, perscrutar, compreender a intenção, a idéia, a mensagem por trás dela, mais particularmente se for uma canção
- a união de uma melodia com uma poesia.


Acrescente-e a isso outros elementos mais sutis como arranjo, gênero,
vozes, estilo,que devem ser percebidos um a um. Desejável conhecimento
histórico da música como sistema complexo desenvolvido ao longo de séculos,
dos grandes vultos da história da música, da sua obra que atravessa
culturas, o próprio tempo.

Joga-se tudo isso fora, a paisagem, o horizonte vasto e passível de
admiração e passa-se a arranhar a vidraça nervosa e irracionalmente,
a discutir-se outras coisas como guetos musicais definidos pelo
artificial mercado, as esquisitices dos artistas como casamentos múltiplos,
vícios, internações por drogas, históricos familiares complicados,
crises pessoais não superadas, fortunas e gastos pouco comuns.
O culto falso a celebridades artificialmente construídas.

Um vídeo sobre os novos e péssimos hábitos ao ouvir música e suas terríveis consequências, é o assunto de uma excelente reportagem exibido pelo canal Record News.
Assista e pense.

Aliás, o canal Record News é hoje o melhor canal de notícias do Brasil. Parabéns Record News!



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