Trata-se mesmo de dever patriótico, cívico, redentor, ao ver constantemente o que é ruim, nada ou pouco louvável, eleito injustificadamente e espalhado aos ventos fecundando a ignorância ( não a simplicidade ) que já é uma marca cármica em nosso singular país e nação.
A Arte é e majoritariamente será essa ilustre desconhecida ou pior a mal conhecida que se introduz em todas as áreas das vidas de ricos e de pobres, de iluminados e apedeutas, de crentes e de ateus, servindo-os e sendo por eles servida como nenhuma outra divindade tenha obtido tal sucesso; compulsoriamente sendo pessimamente ensinada nas escolas, desviada incentivadamente pelos gestores educacionais que também a desconhecem, constantemente predada por espertalhões egocêntricos de toda ordem, que justificam sua loucura com discursos decorados e frágeis.
Bem dizem, pelo menos já se descobriu que há um tal planeta no universo cujo núcleo seja de diamantes, na Terra entretanto são raros e daí valiosos, assim como a verdade, os verdadeiros talentos, as coisas realmente úteis, as coisas boas e louváveis.
É nesse palco, no Youtube, que casual e afortunadamente encontro em um dos intervalos que fazia outras coisas e dentre elas procurava músicas, artista, arranjos que dou de cara com um de seus maravilhosos, sob todos os aspectos ( e não se trata de simplismo ou relativismo de discurso ), suas deliciosas aulas acerca de música, história da música, cuja comunicação e exatidão, pedagogicamente são de fato irrepreensíveis, sendo resultado somente explicável por alguém como arranjador talentoso e sensível, que domina cada detalhe do que produz e dá acabamento eficiente e final. O nome dele é Flávio Mendes a quem perguntei me desculpando se era parente do também músico radicado no passado nos EUA, Sérgio Mendes, ao que me respondera, "não, não somos parentes".
Por Helvécio S. Pereira





























