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sexta-feira, 6 de março de 2026

A SOFISTICAÇÃO ADVINDA DA EXPERIÊNCIA ARTÍSTICA IDEAL


M
eus alunos e até colegas professores, se mostram assustados como se houvessem ouviso alguma blasfêmia terrível, quando lhes digo, de chofre, que a Arte sempre se comportou e se comporta como uma grande e bem sucedida cortesam, prostituta mesmo. Basta correr os olhos sobre uma real história da arte, perceber o seu flerte com regimes políticos de todas as cores e matizes e com religiões as mais diversas. Perpasse ainda sobre as propagandas políticas em eleições modernas que recorrem a dingos, aquelas musiquinhas curtas que colam como grude em sua cabeça, mesmoque você deteste e conheça profundamente o quão desprezível seja tal candidato ou canditada.

Sim, a Arte não pode fazer que o que promete ou insuem os artistas em um conluio espúrio e abjeto, verdaeiros beija-mãos mútuo, em defesa do que fazem e vendem , por ser o seu trabalho, renda e sobrevivencia. Embora, sobrevivência não seja nem de longe s palavra exata para suas vidas cheias de luxos, privilégios, escândalos e fanfarrices. É tal ética de grupo, que quando rompida, não passa de troca de farpas menores entre alguns de si mesmos.


Apregoa-se que, a Arte ou as Artes, tenham um poder curador e transformador, capaz de tirar das ruas e dos vícios mais destruidores, pessoas que se desviaram do que consessuadamente seria a normalidade. A Arte não tem esse poder, mas é conveniente que "artistas", entusiastas de arte, popalem aos quatro ventos, convençam a políticos que seu trabalho raso e imediatista possa fazer tal transformação. Se é verdade que uns ou outros mudem de vida por descobrirem e desenvolverem uma habilidade artística, não pela "arte" em si, mas por uma ocupação e novos relacionamentos, novos espaços e novo nível social, o que acontece e é legítimo como resutado de outras ocupações não artísticas.

Outro engano propalado aos ventos, é que a Arte e por consequência os artistas possuam uma sapiência, uma iluminação, uma premunição, uma especie de dom profético, além de conhecimento das coisas, da realidade. É verdade que alguns es critores, na literatura e nos poemas, produziram peças que expressam certa sapiênca, trata-se de simples exceção e não regra, já que comprovadamente, noventa por cento dos artistas, fugiram da escola em algum período de suas vidas.

Há ainda uma terceira inverdade propalada é que a Arte seja a portadora da verdade, como que tudo que um artista coloca como opinião ou cosmovisão deva ser aceito como máxima. O que obviamente não é também nem de longe uma verdade. Artistas e a Arte refletem apenas opiniões, paixões, sonhos, temores e locubrações de artistas do mais amplo leque de opiniões e sapiências. Ainda mais, porque um artista pode ser um virtuosi na sua técnica, na forma como se expressa utilizando uma linguagem de sua preferência e domínio, mas não significa de novo, que o que diz seja uma verdade absoluta. Muitos exemplos reais podem se mostrados referentes a essa realidade.

Mas, afinal, se a Arte não tem esses poderes, não expressa uma verdade máxima e pior não tem compromisso com nenhuma verdade e não pode ser cobrada dela essa posição, qual é a verdadeira utilidade da Arte?

A resposta a essa importante questão, é que a Arte, ou as artes, podem proporcionar uma certa sofisticação, a quem a consome, a quem com ela tenha algum cotato e quam a produz. Sempre? Não, não sempre, novamente nos confrontamos com a crua realidade. A Arte bem aprendida, bem desenvolvida, bem aprimorada, sim pode produzir esse efeito, mas muito do que é produzido nas Artes, sob aceitação acrítica, produz efeito contrário, e aí temos exemplos reais de decadência em decorrencia de uma arte menor, pervertida, desvirtuada e portanto recnecida como danosa socialmente, promotora de uma patologia social, termo técnico usado para tal.

Mas vamos ao que é positivo, a tal sofisticação. A definição de dicionário nos diz muita coisa sobre o que seja sofisticação, tanto uma sofisticação social como em objetos indrustrializados. Qual de nós ao comprar um bem, não observa e prefere, sob vários quesitos, o mais bonito, o mais eficiente, e por consequência, o mais caro que se possa pagar. Por que nunca ao contrário? É assim em todas as áreas da vida, normalmente se busca, se deseja, se escolhe o melhor e o pior é preterido. O mesmo acontece com relação à Arte. O contato com técnicas e obras mais complexas, inevitavelmente, devem levar ( novamente deve e há exceções ) o sujeito a elevar o seu nível de exigência, com convivência social, hábitos e desenvolvimento pessoal, mesmo que o seu lugar de nascimento, seu nível econômico e social não tenham sido originalmente tão sofisticado.

Cabe desse modo, a quem vê uma obra de arte; a quem ouve uma peça musical, a quem assiste uma peça teatral, um filme, uma ópera, um desfile alegórico, compreender, mesmo que não concorde, quais mensagens estão sendo passadas a nós, espectadores e ouvintes,

 

A Arte, desse modo é para ser entendida, em cada uma das suas mensagens e expressões individuais ou coletivas. Para isso são necessárias, informações corretas e sensibilidade corretamente desenvolvidas.

Entende-se por informações corretas, a descrição e as ligações dos elementos expressos através da linguagem artística como mídia, com meio, escolhida pelo artista. Entende-se por sensibilidade a capacidade e a habilidade de ouvir sons, atentar para falas, coreografias, cores ou sons e silêncios, no caso de uma peça musical.

De certa forma é impossível compreender corretamente uma expressão artística sem informações. Por outro lado é possível ter provocada alguma simpatia ou mesmo emoção, mesmo sem a correta compreensão do que exatamente o artista queira ou quis de certa forma dizer.

As informações corretas incluem o contexto em que a obra foi produzida e em que berço intelectual ela nasceu. Qual a cosmovisão que proporcionou tal expressão artística e que mensagem tal obra induz ao expectador, ao ouvinte, ao ser que se insere em tal espaço ( no caso da arquitetura e do urbanismo ).

A sensibilidade está mais relacionada à contemplação da obra, a curiosidade e/ou atenção que desperta no expectador. Tem a ver com a lembrança e o prazer em relembrar o que foi lido, visto ou observado meticulosamente. Há linguagens que dependem também de experiências mais sensoriais que outras, como por exemplo, contemplar uma determinada arquitetura, vendo-a de longe, é um tipo de experiência sensorial. Entretanto entrar no prédio e vivenciar a própria movimentação no seu espaço interior é outra. No caso da dança há duas possibilidades: uma é simplesmente assistir um espetáculo de dança e a outra ser um dos bailarinos. É óbvio que a segunda experiência é mais sensorial que a primeira. Isso comprova os diversos níveis de interação entre quem vê e quem vivencia a própria Arte.

 

Para que a Arte nos propicie uma SOFISTICAÇÃO desejável, é necessário que tenhamos uma abertura  para:

NOVAS INFORMAÇÕES

NOVAS EXPERIÊNCIAS

NOVOS CONHECIMENTOS

APROPRIE-SE DE NOVAS CULTURAS, NOVOS VALORES, MESCLANDO-AS COM A SUA PRÓPRIA

 

Não se trata de negar os conhecimentos e as experiências já adquiridas  mas de agrega-los ao que era da sua cultura e de seu meio naturalmente. É salutar, benéfico, se alguém tem a oportunidade e a possibilidade de se desenvolver conhecendo, no caso da Arte, uma nova linguagem, novas expressões que não pertençam e não sejam naturalmente existentes em sua própria cultura.

O contato com as várias formas de artes ou com a própria Arte em geral, e sendo corretamente iniciados nas suas linguagens, no caso da música, estudando em conservatórios ou mesmo faculdades de música, ou mesmo sendo autodidatas, propicia que pessoas se tornem pessoas decididamente mais sofisticadas. Claro que isso varia de pessoa para pessoa, sendo que esse impacto pode ser maior ou menor ou até nulo.

Essa sofisticação se traduz no conhecimento e na experiência artística individual, tornando a pessoa com maior e melhor percepção de si mesmo, da realidade, da sua relação com os outros seres humanos e com a própria vida.

Há de se lembrar  que a Arte não apela para todos os sentidos, mas particularmente para os sentidos da visão e da audição. Logo todas as artes são basicamente para serem vistas e/ ou ouvidas. Há ainda as artes que além de serem vistas como grandes esculturas que são, prédios, espaços, são vivenciadas, quando não só vemos mas adentramos a espaços ou ns movimentamos por eles. Logo as sensibilidades a serem desenvolvidas são exatamente essas, a contemplação e a habilidade de atentar saber ouvir sons, diferencando-os e recomhecendo nas suas particularidades, como vozes, timbres, tons, modos, escalas, etc. No caso das coisas a serem vistas, os movimentos, as cores, a perspectiva, as formas, os elementos, a expressividade nos traços, nas pinceladas, na intecionalidade nas texturas.

  Belo Horizonte, 06 de março de 2026

  Helvécio S. Pereira

 

Para que a Arte nos propicie uma SOFISTICAÇÃO desejável, é necessário que tenhamos uma abertura  para:

NOVAS INFORMAÇÕES

NOVAS EXPERIÊNCIAS

NOVOS CONHECIMENTOS

APROPRIE-SE DE NOVAS CULTURAS, NOVOS VALORES, MESCLANDO-AS COM A SUA PRÓPRIA

 

Não se trata de negar os conhecimentos e as experiências já adquiridas  mas de agrega-los ao que era da sua cultura e de seu meio naturalmente. É salutar, benéfico, se alguém tem a oportunidade e a possibilidade de se desenvolver conhecendo, no caso da Arte, uma nova linguagem, novas expressões que não pertençam e não sejam naturalmente existentes em sua própria cultura.

O contato com as várias formas de artes ou com a própria Arte em geral, e sendo corretamente iniciados nas suas linguagens, no caso da música, estudando em conservatórios ou mesmo faculdades de música, ou mesmo sendo autodidatas, propicia que pessoas se tornem pessoas decididamente mais sofisticadas. Claro que isso varia de pessoa para pessoa, sendo que esse impacto pode ser maior ou menor ou até nulo.

Essa sofisticação se traduz no conhecimento e na experiência artística individual, tornando a pessoa com maior e melhor percepção de si mesmo, da realidade, da sua relação com os outros seres humanos e com a própria vida.

Há de se lembrar  que a Arte não apela para todos os sentidos, mas particularmente para os sentidos da visão e da audição. Logo todas as artes são basicamente para serem vistas e/ ou ouvidas. Há ainda as artes que além de serem vistas como grandes esculturas que são, prédios, espaços, são vivenciadas, quando não só vemos mas adentramos a espaços ou ns movimentamos por eles. Logo as sensibilidades a serem desenvolvidas são exatamente essas, a contemplação e a habilidade de atentar saber ouvir sons, diferencando-os e recomhecendo nas suas particularidades, como vozes, timbres, tons, modos, escalas, etc. No caso das coisas a serem vistas, os movimentos, as cores, a perspectiva, as formas, os elementos, a expressividade nos traços, nas pinceladas, na intecionalidade nas texturas.

  Belo Horizonte, 06 de março de 2026

  Helvécio S. Pereira


Graduado pela EBA/ UFMG em Desenho, Plástica e História da Arte.

Graduado pela FAE/ UEMG em Pedagogia em matérias pedagógicas, pós graduado em línguística.

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