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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

OS 50 ANOS DA BOSSA NOVA

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Aclamado pela crítica, bem recebido pelo público, recorde de vendas desde o lançamento, as regravações de clássicos da Bossa Nova de autoria de Antônio Carlos Jobim com parcerias com Vinícius de Moraes, principalmente, o DVD de Roberto carlos e Caetano Veloso, dois ícones da Música Popular Brasileira é um pouco de tudo que acontece em comemoração ao cinquentenário da Bossa Nova. Não se deve esquecer que a chamada Bossa Nova foi um movimento musical cuja consolidação se deve a um número maior de músicos bastante talentosos.

A seguir um vídeo pouco conhecido dentre os muitos que estão no YouTube a disposição de todos que se interessem, disponibilizamos em destaque nessa postagem. Aproveitem e deliciem-se.

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Um autêntico trio de Jazz executando a Bossa Nova brasileira...

Mais um ótimo exemplo de como pessoas, artistas de culturas diferentes, podem e se apropriam da Arte produzida por outros , muitas vezes distantes de sua própria cultura e região geográfica e com muita propriedade.

WAVE de Antônio Carlos Jobim

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TRANSCULTURALIDADE NA ARTE ( A ARTE E SUA CAPACIDADE DE INCLUIR ELEMENTOS DIVERSOS DE CULTURAS DIVERSAS ) * ATUALIZADO E CORRIGIDO


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"Appassionata"



Já tocamos nesse assunto em postagens anteriores. Acho, entretanto, relevante falar sobre isso mais uma vez. Há um movimento, uma tendência quase geral, em valorizar, não no sentido ideal, a arte particular de cada povo, região, classe social, grupo, gueto, etc, com o a intenção de abolir as diferenças e os preconceitos possíveis, principalmente com relação ao que é produzido pelas chamadas minorias, sejam étnicas ou econômicas. Muito compreensível tudo isso. Porém, caímos em algumas contradições como, por exemplo, não poder dizer que algo é ruim ( às vezes não seria politicamente correto ). Todo mundo mostra o que faz, se orgulha das porcarias que são feitas, das asneiras que são ditas ou produzidas e tudo bem.

Vamos ao ponto seguinte: é claro e aceitável e válido que os diversos grupos humanos, sejam marcadamente étnicos,ou sócio-econômicos, nacionais, regionais, ou que seja, produzam e contribuam com a sua criatividade, com novos elementos estéticos, etc. Por outro lado, a humanidade como todo,e isso podemos afirmar com certeza, busca a excelência em tudo o que faz ou produz e na Arte não é diferente. O célebre músico Sivuca, já falecido, uma vez perguntado sobre o folclore ou a música folclórica deu uma resposta que por não ser politicamente correta, a mídia e educadores não fazem nenhuma questão de repercutir. Palavras suas em um documentário veiculado pela Tv Cultura:.." a música folclórica não serve para nada se não for revestida dos elementos da música erudita". Chocado? Sempre que converso com alguém sobre o assunto e repito a informação do Maestro Sinvuca, que tocou a vida toda música popular por todo o Nordeste Brasileiro e por todo o país, exterior também, e não era uma pessoa ignorante, professores de Arte e de História torcem os narizes.

Porém, visto pelo lado correto ele está absolutamente correto. Não dá para alongar esse assunto no momento, mas dá para citar exemplos gerais. As diversas contribuições particulares, sejam por determinada etnia, negros no Brasil,em Cuba, nos Estados Unidos da América ,possibilitaram o desenvolvimento de uma música esplendorosa cuja base é a Música Ocidental como linguagem e todos
os elementos construídos pela música erudita. Exigir que índios, negros, agricultores, pigmeus,
aborígenes australianos, pessoas do Norte do Brasil, Ásia Central, Esquimós, etc , obrigatoriamente se fechem em suas tradições e passado,para que todos olhem para eles como animais em extinção em um zoológico, é um crime injustificável ainda que aparente uma defesa da identidade de um grupo ou cultura particular. A propósito, com base nessas ideias as quais critico, o dinheiro público está sendo gasto as pampas com produções culturais de qualidade duvidosa, só por ser feita por gente pobre e de aglomerados sem elementos que construam algo positivo. E o que está sendo gasto não é pouco. Também espaços nas tvs públicas estão sendo destinados a esse tipo de produção desqualificada. Olhem que o que estou dizendo não tem nada com preconceito. A população marginalizada economicamente sempre produziu e contribuiu com linguagens artísticas que hoje são reconhecidas e que desde o seu nascedouro já contia elementos positivos, senão vejam o exemplo do samba, do jazz, do rock , do gospel, do tango, etc.


Como exemplo disso tudo, o vídeo acima, em que um grupo de músicos de origem oriental, executam uma música que não é de sua cultura, e de forma espetacular.
A música é a canção " Appassionata". Isso sim , na minha opinião ,que é extremamente válido e maravilhoso, quando alguém vai além e se apropria livremente da Arte produzida por outro podendo agregar a sua própria Arte, advinda de seu grupo ético, sua região ou país.


Por Helvécio S. Pereira

Graduado em História da Arte, desenho e plástica pela EBA /UFMG

e em pedagogia pela FAE/UEMG

Professor de duas redes públicas em Belo Horizonte Minas Gerais e ex-formador  da GPLI, ligada à Secretaria da Educação da PBH por cerca de seis anos.

Blogueiro desde 2011, professor, compositor, pintor, ilustrador e desenhista

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sábado, 17 de janeiro de 2009

IMAGINAÇÃO UM ELEMENTO PARA O FAZER ARTÍSTICO

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O nosso propósito, vale a pena reiterar, é o de falar da Arte de um modo prático e facilmente compreensível a qualquer pessoa sem fugir a necessária abordagem teórica, que todo artista de verdade deveria ser capaz de fazer. Achei na internet, um dia desse, uma pérola como, felizmente há em meio a tanto lixo. Um médico prestou os devidos esclarecimentos acerca da boa saúde intestinal de um ser humano. Em cinco décadas de minha vida nunca tinha ouvido certas coisas, simples e importantes, que toda e qualquer ser humano deveria saber. Assim é com a Arte.Muitas vezes graduados em Arte se aprofundam em certos aspectos da Arte e esquecem ou pulam, aspectos práticos e diretos e muitas vezes mais importantes para o fazer artístico, dele artista e para as pessoas em geral. Quase sempre, em uma aula, ou outro ambiente em que a Arte seja objeto de atenção, inquiro as pessoas "o que é a Arte?" e normalmente as respostas são as mais improváveis, gerais , simples "achismos".

A postagem atual é para falar de uma coisa que move o artista, a imaginação, que o faz criar a partir do nada e que o diferencia das demais pessoas, a imaginação. Essa
mesma capacidade pode se traduzir em um laço quando esse mesmo artista se perde nas suas "verdades". Tal fato é perceptível em uma série de livros escritos por um mesmo autor, em uma série de canções, ao longo de uma carreira, em uma novela televisiva, em um filme. Os telespectadores, espectadores em uma sala de cinema, leitores, sem perceberem o processo, tomam como verdade aquilo que o autor coloca em sua obra.
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Ao ser anunciada a estréia de uma nova novela muitas vezes se enaltece a capacidade de tal autor ou autora discutir determinados assuntos através da trama. para o público certas opiniões ou tendências do autor podem soar como verdades dirigindo a partir de então a opinião e o comportamento das pessoas.

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